quinta-feira, 26 de março de 2009

Cerca de 23 mil eleitores paulistas votam no domingo

No próximo domingo, dia 29, a Justiça Eleitoral de São Paulo realiza novas eleições para prefeito e vice-prefeito em três municípios: Guarani D´Oeste, Igaraçu do Tietê e Lupércio. Cerca de 23 mil eleitores devem voltar às urnas. As eleições majoritárias ocorridas em outubro passado foram anuladas nessas cidades porque os eleitos tiveram seus registros de candidatura indeferidos ou cassados. Os votos recebidos por esses candidatos foram considerados nulos. Conforme a legislação, quando a nulidade atinge mais da metade dos votos de um município, nova eleição deve ser marcada.
Em Guarani D´Oeste, os eleitos a prefeito e vice do município, Marco Antonio do Carmo Caboclo (PT) e Elizabeth Dias Costa (PR), concorreram sub judice, já que tiveram seus registros de candidatura indeferidos pelo juiz de primeiro grau. Fato semelhante ocorreu em Lupércio com Orlando Daun (PSDB) e Sebastião Mendonça Filho (PSDB). As decisões também já foram apreciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Na cidade de Igaraçu do Tietê, Guilherme Fernandes (PSDB) e seu vice, Juvenal Aparecido Fernandes de Melo (DEM), tiveram seus registros de candidatura cassados por promessa de entrega de dinheiro e bens aos eleitores em troca de votos, configurando captação ilícita de sufrágio. A sentença do juiz de primeiro grau foi ratificada ontem (24) pelos magistrados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. A decisão teve o voto de desempate do presidente do TRE, des. Marco César Müller Valente.Ainda na sessão de ontem, foi confirmado o deferimento do registro do candidato Abilio Kempe, que concorre ao cargo de prefeito nas novas eleições em Lupércio.

Quem deve votar
Somente poderão votar os eleitores inscritos nos municípios até 22 de outubro de 2008. Aqueles que estiverem fora do seu domicílio eleitoral no dia da eleição devem procurar o cartório eleitoral dentro do prazo de 60 dias para pedir a justificativa

Candidatos
Concorrem nessas novas eleições os seguintes candidatos:

Guarani D´Oeste (região noroeste do Estado - 1.479 eleitores)
Prefeito: Maria Luzia Boff dos Santos
Vice-Prefeito: Paulo Cesar Ribeiro de Souza
Partidos: PMDB/PSDB

Prefeito: Odair Vazarin
Vice-Prefeito: Valdir Florian Francisco
Partidos: PPS/PSB

Igaraçu do Tietê (região central do Estado - 18.177 eleitores)
Prefeito:
Aparecido Jovanir Pena Junior
Vice-Prefeito: João Manoel Luquezi
Partido: PP

Prefeito: Fernando Mauro Roncari
Vice-Prefeito: Benedita Ramos de Souza
Partido: PTC

Prefeito: Carlos Augusto Gama
Vice-Prefeito: Paulo Fernandes de Melo
Partidos: PSDB/PC do B/PSL/PTB/PMDB/DEM/PV/PRTB/PRB

Prefeito: José Claudio Bergamasco
Vice-Prefeito: José Aparecido de Moraes
Partidos: PR/PSC/PPS

Prefeito: Wamberto Picolli
Vice-Prefeito: Maria Aparecida Chica Gamito
Partidos: PSB/PT do B/PDT/PTN/PT

Lupércio (região centro-oeste do Estado - 3.657 eleitores)
Prefeito: Abilio Kempe
Vice-Prefeito: Walmir Rogerio Julio
Partido: PMDB

Prefeito: Alfredo Tadeu Belintani
Vice-Prefeito: Silvana de Oliveira Mesquita
Partido: PRP

Prefeito: João Ferreira Junior
Vice-Prefeito: Reginaldo Aparecido de Freitas
Partidos: DEM/PSDB

quinta-feira, 19 de março de 2009

Estou dando um tempo

Meus amigos, minhas amigas

Estarei deixando temporariamente de postar mensagens e notícias neste espaço.
Isto se faz necessário, até que eu reestabeleça a minha situação Profissional. Que atualmente não está nada boa.

O blog continuará no ar, e qualquer novidade deixe mensagens, através dele ou do e-mail: evept@ig.com.br .

Abraços e até breve.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Mensagem de Gandhi


“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.


Gandhi

Lula em discurso histórico nos EUA: crise é de civilização

Presidente Lula faz discurso histórico de Estadista em Nova York, em seminário promovido pelo Wall Street Journal:
O discurso foi antológico, colocando a crise econômica como uma crise da civilização.
Nosso chefe de estado entrou num patamar mais alto do que já se encontrava, entre os grandes estadistas mundiais.
O presidente pregou ampla reformulação das relações multilaterais e do sistema financeiro internacional, inclusive com o fim de paraísos fiscais que dão refúgio aos lucros dos crimes de corrupção e narcotráfico.
Não tivéssemos uma imprensa apequenada, mesquinha, de uma elite com complexo de vira-latas, ou melhor... complexo de baratas ... repetiria alguns destes trechos exaustivamente, assim como os estadunidenses repetem alguns discursos de John Kennedy em seu país.
Todo o discurso do presidente Lula cala fundo na alma, não só de quem é brasileiro, mas de todos que são humanistas.
Defende não só o Brasil, mas todos os países pobres do Continente Africano e da América Latina, além de reafirmar o protagonismo de países em desenvolvimento do G20.
O Presidente fala que a crise não é só econômica, é de civilização e tem dimensão ética e moral, sobre o modo de vida predador de lidar com riquezas, que os países que geraram a crise seguiam e recomendavam aos outros como modelo.
Denuncia modelos absurdos de produção e consumo, que destroem a natureza, que favorece aventuras especulativas nefastas à organização harmoniosa da sociedade.
Soluções exigem novos paradigmas na organização da produção, do trabalho e da preservação do meio ambiente, da harmonização pela paz.
Exige a supremacia da Política - como expressão da vontade dos cidadãos na construção dos pactos sociais - prevalecendo sobre os ditames do mercado.
É hora da Política! - diz Lula... e os Estados devem ser os agentes indutores e reguladores da atividade econômica, promotores da igualdade social, da garantia da liberdade, e agente da solidariedade.
Da ação ou omissão dos representantes eleitos no exercício de seu papel de agente do Estado nesta crise dependerá o futuro a humanidade.

NINGUÉM MERECE ...

Depois desse discurso com dimensão histórica, cheio de nuances e conteúdo de desdobramento político internacional, olha só o que o jornal "O Globo", com complexo de barata, pinçou para publicar:

Ao improvisar seu discurso, Lula troca nome de Obama por 'Obrama'

Por isso, todos temos que socializar esta informação... divulgando o máximo possível em outros blogs e sites (copiem à vontade, e vejam o discurso no vídeo ao lado).

VEJA A MENTIRA NOVA

Ao povo brasileiro e aos internautas a revista Veja, edição 2104, ano 42, nº 11, datada de 18 de março de 2009, na capa anuncia CAMARADA OBAMA e nas fls. 73/76 a nossa indignação que já contagiou todos os seguimentos da sociedade, em especial a nossa classe das polícias do Brasil, o Ministério Público e a magistratura brasileira, que em respeito ao nosso ordenamento jurídico e sobretudo à nossa Constituição da República têm apresentado manifestações diversas no sentido de promover maior segurança jurídica ao cidadão no exercício de suas garantias constitucionais.
Portanto é oportuno apresentar a manifestação do colega Delegado de Polícia Federal Armando Coelho Neto ( Presidente da Revista art. 5º ) em relação a referida matéria.

Protógenes Queiroz

Da série “o rei está nu”
Por Armando Coelho Neto
Sobre a Operação Satiagraha, o enfoque que vem sendo dado pela Globo e outros veículos, na esteira dos obscuros interesses da revista Veja, não está correto.
Veja, Globo e outros estão falando em pedir providências das autoridades. Alguns se escondem com expressões do gênero, “A Veja disse que teria…” numa forma de, com o verbo no condicional, escamotear o que endossam.
Bom lembrar que os documentos citados por Veja são a própria providência ou já são parte dela, em andamento na Polícia Federal.
Não obstante, pedem providência!
A Veja fala como se ela tivesse descoberto fatos, quando quem teve a iniciativa de ir até a casa do delegado Protógenes foi a PF. Foi a PF que recolheu o que encontrou, analisou e tomou medidas, enviando inclusive para a Justiça.
O que se vê é a leitura tendenciosa de Veja, sensacionalista, que tem encontrado amparo pouco prudente até de pessoas respeitáveis.
Constata-se uma leitura manipulada de quem não tem tradição alguma de praticar um jornalismo sério.
Na condição de Delegado Federal, eu tenho cópias de documentos de alguns trabalhos que fiz, até pra me resguardar e resguardar o interesse público - em caso de má fé de terceiros. Que mal há nisso? Isso autoriza alguém a dizer que eu iria usar tais documentos para chantagear alguém ou praticar qualquer crime? Se durante uma investigação, suspeito de alguma derivação, é meu dever aferir ou esconder? Em aferindo a improcedência do que suspeitei, sou obrigado a jogar fora?
Se a Veja sabe disso, vai dizer que na PF a regra é “guardar tudo para fins criminosos”; outros falarão de Estado Policial ou recorrerão a mantras e frases de efeito que só servem para alimentar no imaginário social a aceitação das estruturas podres que minam o Estado.Dentro do jornalismo investigativo, um material produzido, mas não utilizado pelo jornal, TV, revista deve, necessariamente, ser jogado fora? Guardar, manter em seu arquivo pessoal tal material só pode ter destino espúrio?
Digo, pois, que se eu tivesse trabalhado numa operação como a Satiagraha, eu não teria fragmentos do trabalho, teria sim, cópia integral de tudo, sem que disso se pudesse ter qualquer conotação criminosa.
É improvável que uma operação daquele porte, envolvendo tantos interesses escusos, tenha transcorrido sem deslizes. Mas, certamente de proporções diminutas diante da cleptocracia brasileira, endossada por alguns veículos de imprensa - o que nos leva a supor que o Protógenes tinha razão ao cogitar de um esquema de mídia para proteger criminosos.
O importante não é o que Veja teve acesso, mas sim a leitura que faz do que viu e do que tenta impor, na pretensa condição de formadora de opinião.
Não custa lembrar que um Estado Democrático e de Direitos se faz, sobretudo com uma imprensa digna, honesta.
Que venham as sapatadas!

segunda-feira, 16 de março de 2009

O futuro dos seres humanos é o que importa

Para mim, o capitalismo nunca foi uma abstração, um conceito, mas uma realidade concreta, vivida.
Ainda menino, minha família abandonou a miséria rural do Nordeste brasileiro em direção a São Paulo. Minha mãe, uma mulher de extrema coragem e valor, deslocou-se, junto com seus filhos, para o grande centro industrial brasileiro em busca de uma vida melhor.
Minha infância não se diferenciou da de muitos meninos pobres. Empregos informais. Pouca educação formal. O único diploma escolar de toda minha vida foi o de torneiro mecânico, obtido em um curso do Serviço Nacional da Indústria.
Habilitei-me como um operário qualificado e passei a viver a realidade da fábrica. A vivência do mundo do trabalho despertou-me a vocação sindical. Participei do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na periferia industrial de São Paulo. Fui seu presidente e, nessa condição, dirigi as grandes greves operárias de 1978-1980 que mudaram a cara do movimento operário brasileiro e tiveram grande influência na democratização do país, que vivia sob uma ditadura militar.
O impacto do movimento sindical no conjunto da sociedade brasileira, levou-nos a criar o Partido dos Trabalhadores, que reuniu operários, camponeses, intelectuais e militantes de movimentos sociais.
O capitalismo brasileiro, a partir de então, não nos aparecia apenas sob a forma de salários baixos, condições indignas de trabalho ou repressão da atividade sindical. Ele se expressava na política econômica e no conjunto das políticas públicas do Governo, mas também nas restrições às liberdades. Descobri, junto a milhões de outros trabalhadores, que não bastava reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Era fundamental lutar pela cidadania e por uma profunda reorganização econômica e social do Brasil.
Disputei e perdi quatro eleições antes de ser eleito Presidente da República em 2002.
Na oposição conheci profundamente meu país. Com intelectuais, discuti alternativas para uma sociedade que vivia na periferia do mundo o drama da estagnação e de uma profunda desigualdade social. Mas meu conhecimento maior do país foi no contato direto com seu povo nas Caravanas da Cidadania, que realizei percorrendo dezenas de milhares de quilômetros do Brasil profundo.
Ao chegar à Presidência deparei-me não só com graves problemas conjunturais mas, sobretudo, com uma herança secular de desigualdades. A maioria dos governantes, mesmo aqueles que realizaram reformas no passado, haviam governado para poucos. Pensavam um Brasil onde apenas um terço da população teria vez.
A herança que recebi não foi somente de dificuldades materiais, mas de arraigados preconceitos que ameaçavam paralisar nossa ação governamental e conduzir-nos à mesmice.
Não poderíamos crescer – dizia-se - e lograr estabilidade macro-econômica. Menos ainda crescer e distribuir renda. Teríamos de optar entre voltar-nos para o mercado interno ou para o externo. Ou aceitávamos as duras regras da economia globalizada ou estaríamos condenados a um isolamento fatal.
Em seis anos derrubamos esses mitos. Crescemos e logramos estabilidade macro-econômica. Nosso crescimento foi acompanhado da inclusão de dezenas de milhões brasileiros no mercado de consumo. Distribuímos renda para mais de 40 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza. Fizemos com que o salário mínimo aumentasse sempre acima de inflação. Democratizamos o crédito.Criamos mais de 10 milhões de empregos. Impulsionamos a reforma agrária. A expansão do mercado interno não se fez em detrimento das exportações. Elas triplicaram em seis anos. Fomos capazes de atrair muitíssimos investimentos estrangeiros sem sacrificar nossa soberania.
Tudo isso nos permitiu acumular 207 bilhões de US$ em reservas e, assim, proteger-nos contra os efeitos mais destrutivos de uma crise financeira que, nascida no centro do capitalismo, hoje ameaça o conjunto da economia mundial.
Ninguém se aventura a predizer hoje qual será o futuro do capitalismo.
Como governante de uma grande economia dita “emergente”, posso dizer que tipo de sociedade espero que surgirá desta crise. Ela deverá privilegiar a produção e não a especulação. O setor financeiro deverá ter como função estimular a atividade produtiva. e deverá ser objeto de rigorosos controles nacionais e multinacionais por meio de organismos sérios e representativos. O comércio internacional estará livre dos protecionismos que ameaçam intensificar-se. Os organismos multilaterais reformados manterão programas de apoio às economias pobres e emergentes, com o objetivo de reduzir as assimetrias que marcam o mundo de hoje. Haverá uma nova e democrática governança mundial. Novas políticas energéticas e reformas do sistema produtivo e dos padrões de consumo garantirão a sobrevida do Planeta hoje ameaçado pelo aquecimento global.
Mas, sobretudo, espero um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram a cabeça de muitos e que foram apresentados como verdades absolutas.
Políticas anti-cíclicas não podem ser apenas adotadas quando a crise se desencadeou. Aplicadas com antecedência – como o Brasil fez – elas podem ser uma garantia para lograr uma sociedade mais justa e democrática.
Como disse no início, dou menos importância a conceitos e abstrações.
Não estou preocupado com o nome que terá a organização econômica e social que virá depois da crise, contanto que ela tenha no centro de suas preocupações o ser humano.

Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil.

Artigo publicado no jornal inglês Financial Times em 10/03/2009

sábado, 14 de março de 2009

Presidente Lula, futura presidente Dilma e o presidente americano Barack Obama

Washington (EUA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cumprimenta o presidente Lula durante encontro na Casa Branca


Washington (EUA) - Presidente Lula, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cumprimentam-se durante encontro na Casa Branca

Presidente Lula e presidente Barack Obama durante encontro na Casa Branca

Lula diz a Obama que é preciso retomar comércio entre países
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (14), em entrevista concedida ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que “é preciso que o crédito volte a fluir para facilitar o fluxo comercial entre os países".
"Vamos trabalhar com uma proposta para discutir no G20. É importante que seja rápido, porque o desempregado de hoje é o problema social de amanhã”.
A entrevista ocorreu no salão oval da Casa Branca, após o encontro reservado dos dois presidentes, que durou 20 minutos. Antes, houve uma reunião mais ampla, que incluiu ministros que estavam com Lula e auxiliares de Obama. Ao todo, os encontros duraram uma hora.
O presidente Lula voltou a criticar o protecionismo, porque esse tipo de ação, agora, segundo ele, aumenta a crise. "Precisamos dinamizar as economias internamente e garantir o crédito para o comércio. É preciso amadurecer uma proposta e apresentar soluções. Eu sou otimista”, disse Lula.
Em resposta, o presidente Barack Obama concordou com Lula e afirmou que aumentar o protecionismo na hora da crise pode dar um resultado contrário ao esperado. “É tendência natural na crise jogar o sacrifício para os outros. Mas é importante garantir a troca de bens, serviços e produtos. Vamos trabalhar junto com o Brasil nesse tema. O objetivo é, no mínimo, não andar para trás”, disse Obama.
O presidente Lula defendeu o programa energético brasileiro a partir do etanol e disse que o Brasil “é abençoado por já defender o combustível limpo há 30 anos. Mas eu sei que uma mudança na matriz energética de um país não acontece de uma hora para outra. É um processo”.
Para Obama, o Brasil mostra extraordinária liderança no tema biocombustíveis. "A minha política é dobrar os esforços no mesmo sentido. A questão do etanol, entre Brasil e Estados Unidos, está tensionada, não vai mudar de um dia para o outro, mas ao longo do tempo isto pode ser resolvido”, garantiu.
No clima de bom humor com que os dois presidentes concederam a dupla entrevista às imprensas brasileira e americana, o presidente Lula voltou a afirmar, desta vez diante de Obama, que reza mais pelo presidente americano do que por ele mesmo.
“Desde a sua posse, há 40 dias, eu digo que eu rezo mais pelo Obama do que por mim. E digo que eu não queria estar no seu lugar”, disse Lula.
Bem humorado, Obama respondeu na hora: “É a mesma que coisa que me diz a minha mulher”.
Convidado pelo presidente Lula, Barack Obama confirmou que fará uma visita ao Brasil, mas não disse a data. “Por ser havaiano, não posso deixar de ir às belas praias do Rio de Janeiro”, disse Obama.
Perguntado se gostaria de visitar a Amazônia, Obama respondeu que sim e completou: “Eu acho que os opositores do Partido Republicano adorariam que eu me perdesse por lá”.