Dia de luta e de grandes mobilizações contra a desigualdade entre homens e mulheres, pela autonomia das mulheres sobre sua sexualidade e seu corpo, contra todas as formas de discriminações e preconceitos e, contra todas as formas de exploração capitalista e concentração de renda, terra e riquezas. Foi na segunda metade do século XIX e início do século XX que as mulheres iniciam sua organização em defesa de seus direitos e de sua cidadania. Eram cerceadas da participação social e política e enfrentavam condições de trabalho extremamente precárias. Buscando alterar esta situação as mulheres se organizaram pelo direito a sindicalização, a filiação partidária, pelo direito ao acesso a universidade e direito de votar. Na segunda Conferência de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague – Dinamarca – em agosto de 1910 que Clara Zetkin, então dirigente do Partido Social Democrata alemão, apresentou a proposta de definir um dia de luta das mulheres para todo o movimento socialista internacional. Também neste ano greves aconteceram na cidade de Nova Iorque com bandeiras por melhores condições de trabalho e redução da jornada de 16 horas de trabalho. Anos mais tarde, no dia 8 de março de 1917, em Petrogrado, uma grande mobilização das mulheres contribui e foi precursora para um processo de grandes mobilizações e greves que deram início a Revolução Russa, maior e mais importante revolução socialista! Em 1922 todos os países unificam a data de luta das mulheres em torno do dia 8 de março.
No Brasil, final dos anos 60 e início da década de 70 marca as fortes mobilizações feministas, onde vários setores e grupos organizados de mulheres se mobilizam no país todo, retomando com força a luta das mulheres e tornando o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, uma referência e um marco de nossas lutas e reivindicações. Em 2000 com a articulação da Marcha Mundial das Mulheres novamente o movimento reafirma a importância da luta feminista e da articulação internacional das mulheres. A partir da concepção e luta por um mundo igualitário, justo, socialista e feminista avançamos nas conquistas. Hoje as políticas públicas representam um importante instrumento de cidadania e de significativa melhora na vida das mulheres. Nesse sentido o Governo LULA, a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, a realização das duas Conferências Nacionais de Políticas para as Mulheres e suas deliberações, representam passos importantes para estes avanços. Por isso mais uma vez, neste dia 8 de março, as mulheres petistas denunciam o descaso e omissão do governo tucano no estado de São Paulo frente às políticas para as mulheres e a não assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e estão nas ruas, junto com o movimento de mulheres e feminista, em luta por igualdade, autonomia e soberania popular.
sexta-feira, 6 de março de 2009
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