No próximo domingo, dia 29, a Justiça Eleitoral de São Paulo realiza novas eleições para prefeito e vice-prefeito em três municípios: Guarani D´Oeste, Igaraçu do Tietê e Lupércio. Cerca de 23 mil eleitores devem voltar às urnas. As eleições majoritárias ocorridas em outubro passado foram anuladas nessas cidades porque os eleitos tiveram seus registros de candidatura indeferidos ou cassados. Os votos recebidos por esses candidatos foram considerados nulos. Conforme a legislação, quando a nulidade atinge mais da metade dos votos de um município, nova eleição deve ser marcada.
Em Guarani D´Oeste, os eleitos a prefeito e vice do município, Marco Antonio do Carmo Caboclo (PT) e Elizabeth Dias Costa (PR), concorreram sub judice, já que tiveram seus registros de candidatura indeferidos pelo juiz de primeiro grau. Fato semelhante ocorreu em Lupércio com Orlando Daun (PSDB) e Sebastião Mendonça Filho (PSDB). As decisões também já foram apreciadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Na cidade de Igaraçu do Tietê, Guilherme Fernandes (PSDB) e seu vice, Juvenal Aparecido Fernandes de Melo (DEM), tiveram seus registros de candidatura cassados por promessa de entrega de dinheiro e bens aos eleitores em troca de votos, configurando captação ilícita de sufrágio. A sentença do juiz de primeiro grau foi ratificada ontem (24) pelos magistrados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. A decisão teve o voto de desempate do presidente do TRE, des. Marco César Müller Valente.Ainda na sessão de ontem, foi confirmado o deferimento do registro do candidato Abilio Kempe, que concorre ao cargo de prefeito nas novas eleições em Lupércio.
Quem deve votar
Somente poderão votar os eleitores inscritos nos municípios até 22 de outubro de 2008. Aqueles que estiverem fora do seu domicílio eleitoral no dia da eleição devem procurar o cartório eleitoral dentro do prazo de 60 dias para pedir a justificativa
Candidatos
Concorrem nessas novas eleições os seguintes candidatos:
Guarani D´Oeste (região noroeste do Estado - 1.479 eleitores)
Prefeito: Maria Luzia Boff dos Santos
Vice-Prefeito: Paulo Cesar Ribeiro de Souza
Partidos: PMDB/PSDB
Prefeito: Odair Vazarin
Vice-Prefeito: Valdir Florian Francisco
Partidos: PPS/PSB
Igaraçu do Tietê (região central do Estado - 18.177 eleitores)
Prefeito: Aparecido Jovanir Pena Junior
Vice-Prefeito: João Manoel Luquezi
Partido: PP
Prefeito: Fernando Mauro Roncari
Vice-Prefeito: Benedita Ramos de Souza
Partido: PTC
Prefeito: Carlos Augusto Gama
Vice-Prefeito: Paulo Fernandes de Melo
Partidos: PSDB/PC do B/PSL/PTB/PMDB/DEM/PV/PRTB/PRB
Prefeito: José Claudio Bergamasco
Vice-Prefeito: José Aparecido de Moraes
Partidos: PR/PSC/PPS
Prefeito: Wamberto Picolli
Vice-Prefeito: Maria Aparecida Chica Gamito
Partidos: PSB/PT do B/PDT/PTN/PT
Lupércio (região centro-oeste do Estado - 3.657 eleitores)
Prefeito: Abilio Kempe
Vice-Prefeito: Walmir Rogerio Julio
Partido: PMDB
Prefeito: Alfredo Tadeu Belintani
Vice-Prefeito: Silvana de Oliveira Mesquita
Partido: PRP
Prefeito: João Ferreira Junior
Vice-Prefeito: Reginaldo Aparecido de Freitas
Partidos: DEM/PSDB
quinta-feira, 26 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
Estou dando um tempo
Meus amigos, minhas amigas
Estarei deixando temporariamente de postar mensagens e notícias neste espaço.
Isto se faz necessário, até que eu reestabeleça a minha situação Profissional. Que atualmente não está nada boa.
O blog continuará no ar, e qualquer novidade deixe mensagens, através dele ou do e-mail: evept@ig.com.br .
Abraços e até breve.
Estarei deixando temporariamente de postar mensagens e notícias neste espaço.
Isto se faz necessário, até que eu reestabeleça a minha situação Profissional. Que atualmente não está nada boa.
O blog continuará no ar, e qualquer novidade deixe mensagens, através dele ou do e-mail: evept@ig.com.br .
Abraços e até breve.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Mensagem de Gandhi

“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.
Gandhi
Lula em discurso histórico nos EUA: crise é de civilização
Presidente Lula faz discurso histórico de Estadista em Nova York, em seminário promovido pelo Wall Street Journal:
O discurso foi antológico, colocando a crise econômica como uma crise da civilização.
Nosso chefe de estado entrou num patamar mais alto do que já se encontrava, entre os grandes estadistas mundiais.
O presidente pregou ampla reformulação das relações multilaterais e do sistema financeiro internacional, inclusive com o fim de paraísos fiscais que dão refúgio aos lucros dos crimes de corrupção e narcotráfico.
Não tivéssemos uma imprensa apequenada, mesquinha, de uma elite com complexo de vira-latas, ou melhor... complexo de baratas ... repetiria alguns destes trechos exaustivamente, assim como os estadunidenses repetem alguns discursos de John Kennedy em seu país.
Todo o discurso do presidente Lula cala fundo na alma, não só de quem é brasileiro, mas de todos que são humanistas.
Defende não só o Brasil, mas todos os países pobres do Continente Africano e da América Latina, além de reafirmar o protagonismo de países em desenvolvimento do G20.
O Presidente fala que a crise não é só econômica, é de civilização e tem dimensão ética e moral, sobre o modo de vida predador de lidar com riquezas, que os países que geraram a crise seguiam e recomendavam aos outros como modelo.
Denuncia modelos absurdos de produção e consumo, que destroem a natureza, que favorece aventuras especulativas nefastas à organização harmoniosa da sociedade.
Soluções exigem novos paradigmas na organização da produção, do trabalho e da preservação do meio ambiente, da harmonização pela paz.
Exige a supremacia da Política - como expressão da vontade dos cidadãos na construção dos pactos sociais - prevalecendo sobre os ditames do mercado.
É hora da Política! - diz Lula... e os Estados devem ser os agentes indutores e reguladores da atividade econômica, promotores da igualdade social, da garantia da liberdade, e agente da solidariedade.
Da ação ou omissão dos representantes eleitos no exercício de seu papel de agente do Estado nesta crise dependerá o futuro a humanidade.
NINGUÉM MERECE ...
Depois desse discurso com dimensão histórica, cheio de nuances e conteúdo de desdobramento político internacional, olha só o que o jornal "O Globo", com complexo de barata, pinçou para publicar:
Ao improvisar seu discurso, Lula troca nome de Obama por 'Obrama'
Por isso, todos temos que socializar esta informação... divulgando o máximo possível em outros blogs e sites (copiem à vontade, e vejam o discurso no vídeo ao lado).
O discurso foi antológico, colocando a crise econômica como uma crise da civilização.
Nosso chefe de estado entrou num patamar mais alto do que já se encontrava, entre os grandes estadistas mundiais.
O presidente pregou ampla reformulação das relações multilaterais e do sistema financeiro internacional, inclusive com o fim de paraísos fiscais que dão refúgio aos lucros dos crimes de corrupção e narcotráfico.
Não tivéssemos uma imprensa apequenada, mesquinha, de uma elite com complexo de vira-latas, ou melhor... complexo de baratas ... repetiria alguns destes trechos exaustivamente, assim como os estadunidenses repetem alguns discursos de John Kennedy em seu país.
Todo o discurso do presidente Lula cala fundo na alma, não só de quem é brasileiro, mas de todos que são humanistas.
Defende não só o Brasil, mas todos os países pobres do Continente Africano e da América Latina, além de reafirmar o protagonismo de países em desenvolvimento do G20.
O Presidente fala que a crise não é só econômica, é de civilização e tem dimensão ética e moral, sobre o modo de vida predador de lidar com riquezas, que os países que geraram a crise seguiam e recomendavam aos outros como modelo.
Denuncia modelos absurdos de produção e consumo, que destroem a natureza, que favorece aventuras especulativas nefastas à organização harmoniosa da sociedade.
Soluções exigem novos paradigmas na organização da produção, do trabalho e da preservação do meio ambiente, da harmonização pela paz.
Exige a supremacia da Política - como expressão da vontade dos cidadãos na construção dos pactos sociais - prevalecendo sobre os ditames do mercado.
É hora da Política! - diz Lula... e os Estados devem ser os agentes indutores e reguladores da atividade econômica, promotores da igualdade social, da garantia da liberdade, e agente da solidariedade.
Da ação ou omissão dos representantes eleitos no exercício de seu papel de agente do Estado nesta crise dependerá o futuro a humanidade.
NINGUÉM MERECE ...
Depois desse discurso com dimensão histórica, cheio de nuances e conteúdo de desdobramento político internacional, olha só o que o jornal "O Globo", com complexo de barata, pinçou para publicar:
Ao improvisar seu discurso, Lula troca nome de Obama por 'Obrama'
Por isso, todos temos que socializar esta informação... divulgando o máximo possível em outros blogs e sites (copiem à vontade, e vejam o discurso no vídeo ao lado).
VEJA A MENTIRA NOVA
Ao povo brasileiro e aos internautas a revista Veja, edição 2104, ano 42, nº 11, datada de 18 de março de 2009, na capa anuncia CAMARADA OBAMA e nas fls. 73/76 a nossa indignação que já contagiou todos os seguimentos da sociedade, em especial a nossa classe das polícias do Brasil, o Ministério Público e a magistratura brasileira, que em respeito ao nosso ordenamento jurídico e sobretudo à nossa Constituição da República têm apresentado manifestações diversas no sentido de promover maior segurança jurídica ao cidadão no exercício de suas garantias constitucionais.
Portanto é oportuno apresentar a manifestação do colega Delegado de Polícia Federal Armando Coelho Neto ( Presidente da Revista art. 5º ) em relação a referida matéria.
Protógenes Queiroz
Da série “o rei está nu”
Por Armando Coelho Neto
Sobre a Operação Satiagraha, o enfoque que vem sendo dado pela Globo e outros veículos, na esteira dos obscuros interesses da revista Veja, não está correto.
Veja, Globo e outros estão falando em pedir providências das autoridades. Alguns se escondem com expressões do gênero, “A Veja disse que teria…” numa forma de, com o verbo no condicional, escamotear o que endossam.
Bom lembrar que os documentos citados por Veja são a própria providência ou já são parte dela, em andamento na Polícia Federal.
Não obstante, pedem providência!
A Veja fala como se ela tivesse descoberto fatos, quando quem teve a iniciativa de ir até a casa do delegado Protógenes foi a PF. Foi a PF que recolheu o que encontrou, analisou e tomou medidas, enviando inclusive para a Justiça.
O que se vê é a leitura tendenciosa de Veja, sensacionalista, que tem encontrado amparo pouco prudente até de pessoas respeitáveis.
Constata-se uma leitura manipulada de quem não tem tradição alguma de praticar um jornalismo sério.
Na condição de Delegado Federal, eu tenho cópias de documentos de alguns trabalhos que fiz, até pra me resguardar e resguardar o interesse público - em caso de má fé de terceiros. Que mal há nisso? Isso autoriza alguém a dizer que eu iria usar tais documentos para chantagear alguém ou praticar qualquer crime? Se durante uma investigação, suspeito de alguma derivação, é meu dever aferir ou esconder? Em aferindo a improcedência do que suspeitei, sou obrigado a jogar fora?
Se a Veja sabe disso, vai dizer que na PF a regra é “guardar tudo para fins criminosos”; outros falarão de Estado Policial ou recorrerão a mantras e frases de efeito que só servem para alimentar no imaginário social a aceitação das estruturas podres que minam o Estado.Dentro do jornalismo investigativo, um material produzido, mas não utilizado pelo jornal, TV, revista deve, necessariamente, ser jogado fora? Guardar, manter em seu arquivo pessoal tal material só pode ter destino espúrio?
Digo, pois, que se eu tivesse trabalhado numa operação como a Satiagraha, eu não teria fragmentos do trabalho, teria sim, cópia integral de tudo, sem que disso se pudesse ter qualquer conotação criminosa.
É improvável que uma operação daquele porte, envolvendo tantos interesses escusos, tenha transcorrido sem deslizes. Mas, certamente de proporções diminutas diante da cleptocracia brasileira, endossada por alguns veículos de imprensa - o que nos leva a supor que o Protógenes tinha razão ao cogitar de um esquema de mídia para proteger criminosos.
O importante não é o que Veja teve acesso, mas sim a leitura que faz do que viu e do que tenta impor, na pretensa condição de formadora de opinião.
Não custa lembrar que um Estado Democrático e de Direitos se faz, sobretudo com uma imprensa digna, honesta.
Que venham as sapatadas!
Portanto é oportuno apresentar a manifestação do colega Delegado de Polícia Federal Armando Coelho Neto ( Presidente da Revista art. 5º ) em relação a referida matéria.
Protógenes Queiroz
Da série “o rei está nu”
Por Armando Coelho Neto
Sobre a Operação Satiagraha, o enfoque que vem sendo dado pela Globo e outros veículos, na esteira dos obscuros interesses da revista Veja, não está correto.
Veja, Globo e outros estão falando em pedir providências das autoridades. Alguns se escondem com expressões do gênero, “A Veja disse que teria…” numa forma de, com o verbo no condicional, escamotear o que endossam.
Bom lembrar que os documentos citados por Veja são a própria providência ou já são parte dela, em andamento na Polícia Federal.
Não obstante, pedem providência!
A Veja fala como se ela tivesse descoberto fatos, quando quem teve a iniciativa de ir até a casa do delegado Protógenes foi a PF. Foi a PF que recolheu o que encontrou, analisou e tomou medidas, enviando inclusive para a Justiça.
O que se vê é a leitura tendenciosa de Veja, sensacionalista, que tem encontrado amparo pouco prudente até de pessoas respeitáveis.
Constata-se uma leitura manipulada de quem não tem tradição alguma de praticar um jornalismo sério.
Na condição de Delegado Federal, eu tenho cópias de documentos de alguns trabalhos que fiz, até pra me resguardar e resguardar o interesse público - em caso de má fé de terceiros. Que mal há nisso? Isso autoriza alguém a dizer que eu iria usar tais documentos para chantagear alguém ou praticar qualquer crime? Se durante uma investigação, suspeito de alguma derivação, é meu dever aferir ou esconder? Em aferindo a improcedência do que suspeitei, sou obrigado a jogar fora?
Se a Veja sabe disso, vai dizer que na PF a regra é “guardar tudo para fins criminosos”; outros falarão de Estado Policial ou recorrerão a mantras e frases de efeito que só servem para alimentar no imaginário social a aceitação das estruturas podres que minam o Estado.Dentro do jornalismo investigativo, um material produzido, mas não utilizado pelo jornal, TV, revista deve, necessariamente, ser jogado fora? Guardar, manter em seu arquivo pessoal tal material só pode ter destino espúrio?
Digo, pois, que se eu tivesse trabalhado numa operação como a Satiagraha, eu não teria fragmentos do trabalho, teria sim, cópia integral de tudo, sem que disso se pudesse ter qualquer conotação criminosa.
É improvável que uma operação daquele porte, envolvendo tantos interesses escusos, tenha transcorrido sem deslizes. Mas, certamente de proporções diminutas diante da cleptocracia brasileira, endossada por alguns veículos de imprensa - o que nos leva a supor que o Protógenes tinha razão ao cogitar de um esquema de mídia para proteger criminosos.
O importante não é o que Veja teve acesso, mas sim a leitura que faz do que viu e do que tenta impor, na pretensa condição de formadora de opinião.
Não custa lembrar que um Estado Democrático e de Direitos se faz, sobretudo com uma imprensa digna, honesta.
Que venham as sapatadas!
segunda-feira, 16 de março de 2009
O futuro dos seres humanos é o que importa
Para mim, o capitalismo nunca foi uma abstração, um conceito, mas uma realidade concreta, vivida.
Ainda menino, minha família abandonou a miséria rural do Nordeste brasileiro em direção a São Paulo. Minha mãe, uma mulher de extrema coragem e valor, deslocou-se, junto com seus filhos, para o grande centro industrial brasileiro em busca de uma vida melhor.
Minha infância não se diferenciou da de muitos meninos pobres. Empregos informais. Pouca educação formal. O único diploma escolar de toda minha vida foi o de torneiro mecânico, obtido em um curso do Serviço Nacional da Indústria.
Habilitei-me como um operário qualificado e passei a viver a realidade da fábrica. A vivência do mundo do trabalho despertou-me a vocação sindical. Participei do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na periferia industrial de São Paulo. Fui seu presidente e, nessa condição, dirigi as grandes greves operárias de 1978-1980 que mudaram a cara do movimento operário brasileiro e tiveram grande influência na democratização do país, que vivia sob uma ditadura militar.
O impacto do movimento sindical no conjunto da sociedade brasileira, levou-nos a criar o Partido dos Trabalhadores, que reuniu operários, camponeses, intelectuais e militantes de movimentos sociais.
O capitalismo brasileiro, a partir de então, não nos aparecia apenas sob a forma de salários baixos, condições indignas de trabalho ou repressão da atividade sindical. Ele se expressava na política econômica e no conjunto das políticas públicas do Governo, mas também nas restrições às liberdades. Descobri, junto a milhões de outros trabalhadores, que não bastava reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Era fundamental lutar pela cidadania e por uma profunda reorganização econômica e social do Brasil.
Disputei e perdi quatro eleições antes de ser eleito Presidente da República em 2002.
Na oposição conheci profundamente meu país. Com intelectuais, discuti alternativas para uma sociedade que vivia na periferia do mundo o drama da estagnação e de uma profunda desigualdade social. Mas meu conhecimento maior do país foi no contato direto com seu povo nas Caravanas da Cidadania, que realizei percorrendo dezenas de milhares de quilômetros do Brasil profundo.
Ao chegar à Presidência deparei-me não só com graves problemas conjunturais mas, sobretudo, com uma herança secular de desigualdades. A maioria dos governantes, mesmo aqueles que realizaram reformas no passado, haviam governado para poucos. Pensavam um Brasil onde apenas um terço da população teria vez.
A herança que recebi não foi somente de dificuldades materiais, mas de arraigados preconceitos que ameaçavam paralisar nossa ação governamental e conduzir-nos à mesmice.
Não poderíamos crescer – dizia-se - e lograr estabilidade macro-econômica. Menos ainda crescer e distribuir renda. Teríamos de optar entre voltar-nos para o mercado interno ou para o externo. Ou aceitávamos as duras regras da economia globalizada ou estaríamos condenados a um isolamento fatal.
Em seis anos derrubamos esses mitos. Crescemos e logramos estabilidade macro-econômica. Nosso crescimento foi acompanhado da inclusão de dezenas de milhões brasileiros no mercado de consumo. Distribuímos renda para mais de 40 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza. Fizemos com que o salário mínimo aumentasse sempre acima de inflação. Democratizamos o crédito.Criamos mais de 10 milhões de empregos. Impulsionamos a reforma agrária. A expansão do mercado interno não se fez em detrimento das exportações. Elas triplicaram em seis anos. Fomos capazes de atrair muitíssimos investimentos estrangeiros sem sacrificar nossa soberania.
Tudo isso nos permitiu acumular 207 bilhões de US$ em reservas e, assim, proteger-nos contra os efeitos mais destrutivos de uma crise financeira que, nascida no centro do capitalismo, hoje ameaça o conjunto da economia mundial.
Ninguém se aventura a predizer hoje qual será o futuro do capitalismo.
Como governante de uma grande economia dita “emergente”, posso dizer que tipo de sociedade espero que surgirá desta crise. Ela deverá privilegiar a produção e não a especulação. O setor financeiro deverá ter como função estimular a atividade produtiva. e deverá ser objeto de rigorosos controles nacionais e multinacionais por meio de organismos sérios e representativos. O comércio internacional estará livre dos protecionismos que ameaçam intensificar-se. Os organismos multilaterais reformados manterão programas de apoio às economias pobres e emergentes, com o objetivo de reduzir as assimetrias que marcam o mundo de hoje. Haverá uma nova e democrática governança mundial. Novas políticas energéticas e reformas do sistema produtivo e dos padrões de consumo garantirão a sobrevida do Planeta hoje ameaçado pelo aquecimento global.
Mas, sobretudo, espero um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram a cabeça de muitos e que foram apresentados como verdades absolutas.
Políticas anti-cíclicas não podem ser apenas adotadas quando a crise se desencadeou. Aplicadas com antecedência – como o Brasil fez – elas podem ser uma garantia para lograr uma sociedade mais justa e democrática.
Como disse no início, dou menos importância a conceitos e abstrações.
Não estou preocupado com o nome que terá a organização econômica e social que virá depois da crise, contanto que ela tenha no centro de suas preocupações o ser humano.
Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil.
Artigo publicado no jornal inglês Financial Times em 10/03/2009
Ainda menino, minha família abandonou a miséria rural do Nordeste brasileiro em direção a São Paulo. Minha mãe, uma mulher de extrema coragem e valor, deslocou-se, junto com seus filhos, para o grande centro industrial brasileiro em busca de uma vida melhor.
Minha infância não se diferenciou da de muitos meninos pobres. Empregos informais. Pouca educação formal. O único diploma escolar de toda minha vida foi o de torneiro mecânico, obtido em um curso do Serviço Nacional da Indústria.
Habilitei-me como um operário qualificado e passei a viver a realidade da fábrica. A vivência do mundo do trabalho despertou-me a vocação sindical. Participei do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na periferia industrial de São Paulo. Fui seu presidente e, nessa condição, dirigi as grandes greves operárias de 1978-1980 que mudaram a cara do movimento operário brasileiro e tiveram grande influência na democratização do país, que vivia sob uma ditadura militar.
O impacto do movimento sindical no conjunto da sociedade brasileira, levou-nos a criar o Partido dos Trabalhadores, que reuniu operários, camponeses, intelectuais e militantes de movimentos sociais.
O capitalismo brasileiro, a partir de então, não nos aparecia apenas sob a forma de salários baixos, condições indignas de trabalho ou repressão da atividade sindical. Ele se expressava na política econômica e no conjunto das políticas públicas do Governo, mas também nas restrições às liberdades. Descobri, junto a milhões de outros trabalhadores, que não bastava reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Era fundamental lutar pela cidadania e por uma profunda reorganização econômica e social do Brasil.
Disputei e perdi quatro eleições antes de ser eleito Presidente da República em 2002.
Na oposição conheci profundamente meu país. Com intelectuais, discuti alternativas para uma sociedade que vivia na periferia do mundo o drama da estagnação e de uma profunda desigualdade social. Mas meu conhecimento maior do país foi no contato direto com seu povo nas Caravanas da Cidadania, que realizei percorrendo dezenas de milhares de quilômetros do Brasil profundo.
Ao chegar à Presidência deparei-me não só com graves problemas conjunturais mas, sobretudo, com uma herança secular de desigualdades. A maioria dos governantes, mesmo aqueles que realizaram reformas no passado, haviam governado para poucos. Pensavam um Brasil onde apenas um terço da população teria vez.
A herança que recebi não foi somente de dificuldades materiais, mas de arraigados preconceitos que ameaçavam paralisar nossa ação governamental e conduzir-nos à mesmice.
Não poderíamos crescer – dizia-se - e lograr estabilidade macro-econômica. Menos ainda crescer e distribuir renda. Teríamos de optar entre voltar-nos para o mercado interno ou para o externo. Ou aceitávamos as duras regras da economia globalizada ou estaríamos condenados a um isolamento fatal.
Em seis anos derrubamos esses mitos. Crescemos e logramos estabilidade macro-econômica. Nosso crescimento foi acompanhado da inclusão de dezenas de milhões brasileiros no mercado de consumo. Distribuímos renda para mais de 40 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza. Fizemos com que o salário mínimo aumentasse sempre acima de inflação. Democratizamos o crédito.Criamos mais de 10 milhões de empregos. Impulsionamos a reforma agrária. A expansão do mercado interno não se fez em detrimento das exportações. Elas triplicaram em seis anos. Fomos capazes de atrair muitíssimos investimentos estrangeiros sem sacrificar nossa soberania.
Tudo isso nos permitiu acumular 207 bilhões de US$ em reservas e, assim, proteger-nos contra os efeitos mais destrutivos de uma crise financeira que, nascida no centro do capitalismo, hoje ameaça o conjunto da economia mundial.
Ninguém se aventura a predizer hoje qual será o futuro do capitalismo.
Como governante de uma grande economia dita “emergente”, posso dizer que tipo de sociedade espero que surgirá desta crise. Ela deverá privilegiar a produção e não a especulação. O setor financeiro deverá ter como função estimular a atividade produtiva. e deverá ser objeto de rigorosos controles nacionais e multinacionais por meio de organismos sérios e representativos. O comércio internacional estará livre dos protecionismos que ameaçam intensificar-se. Os organismos multilaterais reformados manterão programas de apoio às economias pobres e emergentes, com o objetivo de reduzir as assimetrias que marcam o mundo de hoje. Haverá uma nova e democrática governança mundial. Novas políticas energéticas e reformas do sistema produtivo e dos padrões de consumo garantirão a sobrevida do Planeta hoje ameaçado pelo aquecimento global.
Mas, sobretudo, espero um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram a cabeça de muitos e que foram apresentados como verdades absolutas.
Políticas anti-cíclicas não podem ser apenas adotadas quando a crise se desencadeou. Aplicadas com antecedência – como o Brasil fez – elas podem ser uma garantia para lograr uma sociedade mais justa e democrática.
Como disse no início, dou menos importância a conceitos e abstrações.
Não estou preocupado com o nome que terá a organização econômica e social que virá depois da crise, contanto que ela tenha no centro de suas preocupações o ser humano.
Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil.
Artigo publicado no jornal inglês Financial Times em 10/03/2009
sábado, 14 de março de 2009
Presidente Lula, futura presidente Dilma e o presidente americano Barack Obama
Washington (EUA) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cumprimenta o presidente Lula durante encontro na Casa Branca
Washington (EUA) - Presidente Lula, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, cumprimentam-se durante encontro na Casa BrancaLula diz a Obama que é preciso retomar comércio entre países
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (14), em entrevista concedida ao lado do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que “é preciso que o crédito volte a fluir para facilitar o fluxo comercial entre os países".
"Vamos trabalhar com uma proposta para discutir no G20. É importante que seja rápido, porque o desempregado de hoje é o problema social de amanhã”.
A entrevista ocorreu no salão oval da Casa Branca, após o encontro reservado dos dois presidentes, que durou 20 minutos. Antes, houve uma reunião mais ampla, que incluiu ministros que estavam com Lula e auxiliares de Obama. Ao todo, os encontros duraram uma hora.
O presidente Lula voltou a criticar o protecionismo, porque esse tipo de ação, agora, segundo ele, aumenta a crise. "Precisamos dinamizar as economias internamente e garantir o crédito para o comércio. É preciso amadurecer uma proposta e apresentar soluções. Eu sou otimista”, disse Lula.
Em resposta, o presidente Barack Obama concordou com Lula e afirmou que aumentar o protecionismo na hora da crise pode dar um resultado contrário ao esperado. “É tendência natural na crise jogar o sacrifício para os outros. Mas é importante garantir a troca de bens, serviços e produtos. Vamos trabalhar junto com o Brasil nesse tema. O objetivo é, no mínimo, não andar para trás”, disse Obama.
O presidente Lula defendeu o programa energético brasileiro a partir do etanol e disse que o Brasil “é abençoado por já defender o combustível limpo há 30 anos. Mas eu sei que uma mudança na matriz energética de um país não acontece de uma hora para outra. É um processo”.
Para Obama, o Brasil mostra extraordinária liderança no tema biocombustíveis. "A minha política é dobrar os esforços no mesmo sentido. A questão do etanol, entre Brasil e Estados Unidos, está tensionada, não vai mudar de um dia para o outro, mas ao longo do tempo isto pode ser resolvido”, garantiu.
No clima de bom humor com que os dois presidentes concederam a dupla entrevista às imprensas brasileira e americana, o presidente Lula voltou a afirmar, desta vez diante de Obama, que reza mais pelo presidente americano do que por ele mesmo.
“Desde a sua posse, há 40 dias, eu digo que eu rezo mais pelo Obama do que por mim. E digo que eu não queria estar no seu lugar”, disse Lula.
Bem humorado, Obama respondeu na hora: “É a mesma que coisa que me diz a minha mulher”.
Convidado pelo presidente Lula, Barack Obama confirmou que fará uma visita ao Brasil, mas não disse a data. “Por ser havaiano, não posso deixar de ir às belas praias do Rio de Janeiro”, disse Obama.
Perguntado se gostaria de visitar a Amazônia, Obama respondeu que sim e completou: “Eu acho que os opositores do Partido Republicano adorariam que eu me perdesse por lá”.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Piso de professor subirá de R$ 950 para R$ 1.132,40
O piso salarial dos professores, que é questionado no Supremo Tribunal Federal por cinco governos estaduais do PSDB e enfrenta resistências nas prefeituras, vai subir de R$ 950 para R$ 1.132,40 - aumento de 19,2%, retroativo a janeiro. Pelo menos é o que está previsto na lei do piso, que contém uma fórmula de reajuste atrelada à elevação do valor mínimo por aluno/ano do Fundeb, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica.
Diante da divergência legal em torno da adoção do piso de R$ 950, professores e parlamentares temem que o valor reajustado venha a ser ignorado por governos estaduais e municipais. A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) já ameaça fazer greve nacional, em abril ou maio, para reivindicar a aplicação do piso, com reajuste ou sem.
Diante da divergência legal em torno da adoção do piso de R$ 950, professores e parlamentares temem que o valor reajustado venha a ser ignorado por governos estaduais e municipais. A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) já ameaça fazer greve nacional, em abril ou maio, para reivindicar a aplicação do piso, com reajuste ou sem.
Engavetador das CPI's contra Serra é denunciado por corrupção
O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, o deputado tucano Barros Munhoz, é o grande engavetador das CPI's na ALESP, da tropa de choque de José Serra.
Não deixa ninguém investigar nem Serra, nem Alckmin, apesar da escalada de escândalos de corrupção de proporções internacionais, como é a ALSTOM.
Pois agora Barros Munhoz (PSDB) tornou-se réu em dose dupla (2 denúncias) por causa de atos de corrupção quando foi prefeito de Itapira (SP).
De acordo com o Ministério Público Paulista, na primeira denúncia Munhoz cometeu os seguinte crimes:- contratou, sem licitação, a empresa Graphical Serviços Gráficos Impressos, quando dispensa de licitação estava fora das hipóteses previstas em lei. - os trabalhos gráficos foram executados entre 2003 e 2004, e Barros Munhoz usou as publicações para benefício pessoal e para enriquecer indevidamente às custas dos cofres públicos.
O rombo causado na prefeitura foi de R$ 162 mil.
Na outra denúncia, Barros Munhoz é acusado de fazer um "contrato verbal" no valor de R$ 27 mil, entre a prefeitura de Itapira e a Sesg Segurança Patrimonial para serviços de vigilância.
Detalhe: a cidade já tinha uma Guarda Municipal com esta função.
Segundo o MP, as ilegalidades são: - falta de licitação sem justificativa;- falta de contrato formal entre as partes. De acordo com o inquérito civil aberto pela Promotoria de Itapira, o ex-prefeito "revelou amplo conhecimento" do acordo, ao alegar que a contratação direta se deveu a "estrita e manifesta urgência".
As quantias pagas à empresa pela prefeitura também levantaram suspeitas ao MP:"A heterogeneidade dos valores mensais é sinal eloqüente de um pacto que não objetivava, exatamente, a satisfação do interesse público".
Extrato anexado à denúncia valores que variavam de R$ 1,5 mil a R$ 2,1 mil por mês, sem critério determinado. A denúncia ainda envolve os donos da Sesg – Antonio Carlos Tavares de Lima e Fátima Aparecida Rocha de Lima.
Barros Munhoz já foi condenado antes pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) devido ao "contrato verbal". O TCE determinou o ressarcimento aos cofres públicos, além de multar pessoalmente o parlamentar em R$ 1,4 mil.
Não deixa ninguém investigar nem Serra, nem Alckmin, apesar da escalada de escândalos de corrupção de proporções internacionais, como é a ALSTOM.
Pois agora Barros Munhoz (PSDB) tornou-se réu em dose dupla (2 denúncias) por causa de atos de corrupção quando foi prefeito de Itapira (SP).
De acordo com o Ministério Público Paulista, na primeira denúncia Munhoz cometeu os seguinte crimes:- contratou, sem licitação, a empresa Graphical Serviços Gráficos Impressos, quando dispensa de licitação estava fora das hipóteses previstas em lei. - os trabalhos gráficos foram executados entre 2003 e 2004, e Barros Munhoz usou as publicações para benefício pessoal e para enriquecer indevidamente às custas dos cofres públicos.
O rombo causado na prefeitura foi de R$ 162 mil.
Na outra denúncia, Barros Munhoz é acusado de fazer um "contrato verbal" no valor de R$ 27 mil, entre a prefeitura de Itapira e a Sesg Segurança Patrimonial para serviços de vigilância.
Detalhe: a cidade já tinha uma Guarda Municipal com esta função.
Segundo o MP, as ilegalidades são: - falta de licitação sem justificativa;- falta de contrato formal entre as partes. De acordo com o inquérito civil aberto pela Promotoria de Itapira, o ex-prefeito "revelou amplo conhecimento" do acordo, ao alegar que a contratação direta se deveu a "estrita e manifesta urgência".
As quantias pagas à empresa pela prefeitura também levantaram suspeitas ao MP:"A heterogeneidade dos valores mensais é sinal eloqüente de um pacto que não objetivava, exatamente, a satisfação do interesse público".
Extrato anexado à denúncia valores que variavam de R$ 1,5 mil a R$ 2,1 mil por mês, sem critério determinado. A denúncia ainda envolve os donos da Sesg – Antonio Carlos Tavares de Lima e Fátima Aparecida Rocha de Lima.
Barros Munhoz já foi condenado antes pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) devido ao "contrato verbal". O TCE determinou o ressarcimento aos cofres públicos, além de multar pessoalmente o parlamentar em R$ 1,4 mil.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Vídeo comprova corrupção no primeiro escalão do governo Serra
Cargo no Detran-SP valia R$ 200 mil ou R$ 300 mil. Uma absolvição em processo administrativo saía por R$ 100 mil
Um cargo no Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) valia R$ 200 mil ou R$ 300 mil. Uma absolvição em processo administrativo saía por R$ 100 mil. Os valores constam de um vídeo de 1 hora, 3 minutos e 45 segundos de duração feito de maneira amadora por um investigador e seu advogado, em outubro de 2007. Eles gravaram a conversa que tiveram com o advogado Celso Augusto Hentscholer Valente, ex-sócio e responsável pela manutenção do escritório de advocacia do ex-secretário adjunto de Estado da Segurança Pública, Lauro Malheiros Neto, no cargo à época. Malheiros Neto pediu afastamento da secretaria em maio de 2008, após denúncias de ter supostamente beneficiado o investigador Augusto Pena. Preso por achaques contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), Pena recebeu o direito à delação premiada e tem feito uma série de acusações de corrupção policial.
Cópias do DVD - o áudio tem baixa qualidade e a legenda nem sempre acompanha o diálogo - estão nas mãos dos promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Guarulhos e de São Paulo. O vídeo se junta às denúncias de Pena. Segundo o investigador, Malheiros Neto e Valente comandavam um esquema de venda de cargos e de sentenças de processos administrativos (PAs) para reintegrar e manter policiais corruptos na polícia - o adjunto assinava as decisões em nome do titular da pasta, Ronaldo Bretas Marzagão, de quem era homem de confiança.
A divisão - Depois de propor trazer clientes (policiais acusados de corrupção), o investigador pergunta a Celso Valente como deveria ser feita a divisão da propina. Diz querer uma parte e a outra ficaria para o advogado e para o então secretário adjunto. Valente responde: "Dá pra fazer bem feito... Eu acho o seguinte, eu acho que a minha intervenção aí, não que eu viva disso... é da OAB que eu vivo. Não pode virar carne de vaca."Os promotores estão atrás do investigador e do advogado para ouvi-los. A conversa entre o policial e o ex-sócio de Malheiros Neto - Valente cuidava do escritório de advocacia enquanto o amigo ocupava o cargo na secretaria - ocorreu em outubro de 2007 numa doceria nos Jardins, zona sul de São Paulo. Primeiramente, o investigador conta que procurou Lauro (Malheiros Neto) na Secretaria da Segurança e este pediu que ele procurasse Valente. O policial queria ajuda para resolver o caso de um amigo que pagaria R$ 100 mil para se livrar de um PA. Valente demonstra insatisfação por ter sido procurado diretamente pelo amigo do policial.
O investigador pede então ajuda para seu caso, pois estava "naquela fita do jogo". Valente diz que o problema é grave e pergunta qual a acusação contra o policial e este responde: "288 (artigo do Código Penal sobre formação de quadrilha)". Valente então conclui: "A experiência já provou que essa fase de inquérito policial não vale b... nenhuma . Você passa por cima e f..." O único receio de Valente é o Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista). "Se vier ordem do Palácio, não tem jeito. É embaçado."O investigador conta a Valente que muita gente estava falando sobre a suposta ajuda de Malheiros Neto ao investigador Augusto Pena . Valente demonstra preocupação. "O que tão falando do Augusto?" O investigador responde: "Que o Lauro tá ajudando ele, que ele tá fazendo um monte de tri-li-li."
Dinheiro Vivo - Quase no fim da conversa entre o advogado e o investigador, Celso Valente tira as dúvidas do policial sobre o pagamento: "Eu vou te explicar como é que vai ser. Presta atenção que eu vou falar. Você vai falar, pá, pá, pá. Se tudo der certo, quando chegar na mesa, na mão dele, certo? Saiu no Diário Oficial, não deu, não paga nada. (...) É na hora. Não, não. Dinheiro na mão. Quando eu te telefonar tem de ter o dinheiro."
Valente conta que era advogado do então investigador Jamil Mansur, o Turcão, reintegrado à polícia três vezes, mesmo depois de ser expulso por decisão da Polícia Civil. O advogado chega ao ponto de usar o nome do governador José Serra, dizendo que ninguém tinha ideia do "conceito que o ‘Laurinho’ tem com ele".
Em seguida, Valente conta que, mesmo que os PAs venham do Conselho da Polícia Civil, "com parecer favorável" ao policial acusado, "aí ele (Lauro) vai falar. Esse tá na lista dele"... "Esse negócio de PA, parecer administrativo, é tudo baboseira. Ele (Lauro) resolve... É um carimbo e um risco e já era." Em sua denúncia, Pena contou ao Gaeco que Malheiros Neto e Valente ganharam R$ 300 mil de três policiais para reintegrá-los à polícia.
Quase no fim da conversa, o investigador e Valente combinam para que o policial arrume clientes (policiais acusados com PAs). "Dá pra fazer bem feito(...) Não pode virar carne de vaca", diz Valente. O investigador pergunta então como se pode transferir um delegado do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) para o Detran. Valente responde: "Você tem de pegar alguém que tem uns 200, uns 300 paus na mão, entende. Aí vale a pena." Pena disse ao Gaeco que três delegados pagaram de R$ 100 mil a R$ 250 mil pelos seus cargos. A conversa termina com Valente contando como serão os pagamentos. "Saiu no Diário Oficial, não deu, não paga." E diz: "É na hora. Dinheiro na mão, quando eu te telefonar, tem de ter o dinheiro."
Cargo no Detran - O policial pergunta ao advogado como se faz para um delegado ir do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) para o Detran. “Eu acho que o que você tem de fazer, você tem de pegar alguém que tem uns 200, 300 paus na mão, entende. Aí vale a pena. (...). O policial então pergunta: “Quando for a hora, o que faz comigo?”. Valente responde: “Eu te falei que o mínimo é 200 paus.”
Advogado diz que os ‘200 paus’ eram de honorários - Valente negou ter "vendido" cargos na Polícia Civil ou intermediado a "absolvição" de policiais em processos administrativos. Em entrevista ao Estado, ele afirmou que os "200 paus" mencionados na conversa gravada eram relativos a honorários. "Esse rapaz, que, se salvo engano, se chama José Luiz e teve problemas numa operação da PF, me procurou dizendo que poderia arregimentar pessoas para um esquema de reintegração (de cargos), o que nunca existiu", contou.
Segundo ele, desde que assumiu a clientela de Lauro Malheiros Neto, começou a ser procurado por policiais com processos na Corregedoria. "Vieram pensando que eu tinha uma varinha de condão para abrir todas as portas", assinalou. "Vou repudiar essa fita. Ela foi provocada, foi uma arapuca. Assim que saí do café, telefonei para o doutor Fúlvio, que me apresentou o policial, e falei que não havia entendido aquela conversa." Valente contou que, após a gravação, ele e Malheiros Neto sofreram ameaças. "Quando houve a mudança de comando na Delegacia-Geral, recebi um telefonema do meu primo (Malheiros Neto) dizendo: ‘Fui procurado e me disseram: ‘seu primo é o novo ator do Big Brother Brasil’.’ Ele gelou. E aí ficou refém dessa situação." O criminalista Mauro Otávio Nacif, defensor de Valente, frisou que seu cliente jamais ameaçou o investigador Augusto Pena, como acusa o policial. Já o criminalista Alberto Zacharias Toron, defensor de Malheiros Neto, levanta duas hipóteses sobre o DVD: "O investigador pode ter ‘jogado verde’ para obter vantagem ou, o que não acredito, que o primo tenha vendido o Lauro." Toron diz que não teve acesso aos autos e que já pediu ao Ministério Público que ouça seu cliente.
Delegados querem ato em defesa da moralidade - O presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, Sérgio Roque, disse que a entidade deve convocar um ato em defesa da moralidade na Segurança Pública. A data não está marcada, mas a ideia nasceu por causa das denúncias de corrupção do investigador Pena. Uma das palavras de ordem do ato deve ser "policial não é ladrão, queremos apuração". Segundo Roque, "nenhuma medida efetiva foi adotada no sentido de coibir a prática dos ilícitos noticiados e punir os acusados". Para ele, essa "lamentável omissão coloca todos os policiais na desconfortável posição de suspeitos". Ele repeliu as afirmações de Celso Valente de que o inquérito policial e o processo administrativo nada valem.B.T e M.G
Celso Valente é primo de Malheiros Neto - Formado em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) em 1990, Celso Augusto Hentscholer Valente, de 43 anos, sempre atuou como advogado criminalista. Em 2007, quando Lauro Malheiros Neto foi nomeado secretário adjunto da Segurança Pública, ele passou a tomar conta dos clientes do primo. Apesar do grau de parentesco com Malheiros Neto (são primos de segundo grau), Valente sempre manteve contato mais estreito com o pai do ex-secretário, o também advogado Lauro Malheiros Filho. Os dois são colegas na academia de reabilitação cardíaca do Instituto do Coração (Incor) -Valente sofreu enfarte há 5 anos.
Um cargo no Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) valia R$ 200 mil ou R$ 300 mil. Uma absolvição em processo administrativo saía por R$ 100 mil. Os valores constam de um vídeo de 1 hora, 3 minutos e 45 segundos de duração feito de maneira amadora por um investigador e seu advogado, em outubro de 2007. Eles gravaram a conversa que tiveram com o advogado Celso Augusto Hentscholer Valente, ex-sócio e responsável pela manutenção do escritório de advocacia do ex-secretário adjunto de Estado da Segurança Pública, Lauro Malheiros Neto, no cargo à época. Malheiros Neto pediu afastamento da secretaria em maio de 2008, após denúncias de ter supostamente beneficiado o investigador Augusto Pena. Preso por achaques contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), Pena recebeu o direito à delação premiada e tem feito uma série de acusações de corrupção policial.
Cópias do DVD - o áudio tem baixa qualidade e a legenda nem sempre acompanha o diálogo - estão nas mãos dos promotores do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Guarulhos e de São Paulo. O vídeo se junta às denúncias de Pena. Segundo o investigador, Malheiros Neto e Valente comandavam um esquema de venda de cargos e de sentenças de processos administrativos (PAs) para reintegrar e manter policiais corruptos na polícia - o adjunto assinava as decisões em nome do titular da pasta, Ronaldo Bretas Marzagão, de quem era homem de confiança.
A divisão - Depois de propor trazer clientes (policiais acusados de corrupção), o investigador pergunta a Celso Valente como deveria ser feita a divisão da propina. Diz querer uma parte e a outra ficaria para o advogado e para o então secretário adjunto. Valente responde: "Dá pra fazer bem feito... Eu acho o seguinte, eu acho que a minha intervenção aí, não que eu viva disso... é da OAB que eu vivo. Não pode virar carne de vaca."Os promotores estão atrás do investigador e do advogado para ouvi-los. A conversa entre o policial e o ex-sócio de Malheiros Neto - Valente cuidava do escritório de advocacia enquanto o amigo ocupava o cargo na secretaria - ocorreu em outubro de 2007 numa doceria nos Jardins, zona sul de São Paulo. Primeiramente, o investigador conta que procurou Lauro (Malheiros Neto) na Secretaria da Segurança e este pediu que ele procurasse Valente. O policial queria ajuda para resolver o caso de um amigo que pagaria R$ 100 mil para se livrar de um PA. Valente demonstra insatisfação por ter sido procurado diretamente pelo amigo do policial.
O investigador pede então ajuda para seu caso, pois estava "naquela fita do jogo". Valente diz que o problema é grave e pergunta qual a acusação contra o policial e este responde: "288 (artigo do Código Penal sobre formação de quadrilha)". Valente então conclui: "A experiência já provou que essa fase de inquérito policial não vale b... nenhuma . Você passa por cima e f..." O único receio de Valente é o Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista). "Se vier ordem do Palácio, não tem jeito. É embaçado."O investigador conta a Valente que muita gente estava falando sobre a suposta ajuda de Malheiros Neto ao investigador Augusto Pena . Valente demonstra preocupação. "O que tão falando do Augusto?" O investigador responde: "Que o Lauro tá ajudando ele, que ele tá fazendo um monte de tri-li-li."
Dinheiro Vivo - Quase no fim da conversa entre o advogado e o investigador, Celso Valente tira as dúvidas do policial sobre o pagamento: "Eu vou te explicar como é que vai ser. Presta atenção que eu vou falar. Você vai falar, pá, pá, pá. Se tudo der certo, quando chegar na mesa, na mão dele, certo? Saiu no Diário Oficial, não deu, não paga nada. (...) É na hora. Não, não. Dinheiro na mão. Quando eu te telefonar tem de ter o dinheiro."
Valente conta que era advogado do então investigador Jamil Mansur, o Turcão, reintegrado à polícia três vezes, mesmo depois de ser expulso por decisão da Polícia Civil. O advogado chega ao ponto de usar o nome do governador José Serra, dizendo que ninguém tinha ideia do "conceito que o ‘Laurinho’ tem com ele".
Em seguida, Valente conta que, mesmo que os PAs venham do Conselho da Polícia Civil, "com parecer favorável" ao policial acusado, "aí ele (Lauro) vai falar. Esse tá na lista dele"... "Esse negócio de PA, parecer administrativo, é tudo baboseira. Ele (Lauro) resolve... É um carimbo e um risco e já era." Em sua denúncia, Pena contou ao Gaeco que Malheiros Neto e Valente ganharam R$ 300 mil de três policiais para reintegrá-los à polícia.
Quase no fim da conversa, o investigador e Valente combinam para que o policial arrume clientes (policiais acusados com PAs). "Dá pra fazer bem feito(...) Não pode virar carne de vaca", diz Valente. O investigador pergunta então como se pode transferir um delegado do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) para o Detran. Valente responde: "Você tem de pegar alguém que tem uns 200, uns 300 paus na mão, entende. Aí vale a pena." Pena disse ao Gaeco que três delegados pagaram de R$ 100 mil a R$ 250 mil pelos seus cargos. A conversa termina com Valente contando como serão os pagamentos. "Saiu no Diário Oficial, não deu, não paga." E diz: "É na hora. Dinheiro na mão, quando eu te telefonar, tem de ter o dinheiro."
Cargo no Detran - O policial pergunta ao advogado como se faz para um delegado ir do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) para o Detran. “Eu acho que o que você tem de fazer, você tem de pegar alguém que tem uns 200, 300 paus na mão, entende. Aí vale a pena. (...). O policial então pergunta: “Quando for a hora, o que faz comigo?”. Valente responde: “Eu te falei que o mínimo é 200 paus.”
Advogado diz que os ‘200 paus’ eram de honorários - Valente negou ter "vendido" cargos na Polícia Civil ou intermediado a "absolvição" de policiais em processos administrativos. Em entrevista ao Estado, ele afirmou que os "200 paus" mencionados na conversa gravada eram relativos a honorários. "Esse rapaz, que, se salvo engano, se chama José Luiz e teve problemas numa operação da PF, me procurou dizendo que poderia arregimentar pessoas para um esquema de reintegração (de cargos), o que nunca existiu", contou.
Segundo ele, desde que assumiu a clientela de Lauro Malheiros Neto, começou a ser procurado por policiais com processos na Corregedoria. "Vieram pensando que eu tinha uma varinha de condão para abrir todas as portas", assinalou. "Vou repudiar essa fita. Ela foi provocada, foi uma arapuca. Assim que saí do café, telefonei para o doutor Fúlvio, que me apresentou o policial, e falei que não havia entendido aquela conversa." Valente contou que, após a gravação, ele e Malheiros Neto sofreram ameaças. "Quando houve a mudança de comando na Delegacia-Geral, recebi um telefonema do meu primo (Malheiros Neto) dizendo: ‘Fui procurado e me disseram: ‘seu primo é o novo ator do Big Brother Brasil’.’ Ele gelou. E aí ficou refém dessa situação." O criminalista Mauro Otávio Nacif, defensor de Valente, frisou que seu cliente jamais ameaçou o investigador Augusto Pena, como acusa o policial. Já o criminalista Alberto Zacharias Toron, defensor de Malheiros Neto, levanta duas hipóteses sobre o DVD: "O investigador pode ter ‘jogado verde’ para obter vantagem ou, o que não acredito, que o primo tenha vendido o Lauro." Toron diz que não teve acesso aos autos e que já pediu ao Ministério Público que ouça seu cliente.
Delegados querem ato em defesa da moralidade - O presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, Sérgio Roque, disse que a entidade deve convocar um ato em defesa da moralidade na Segurança Pública. A data não está marcada, mas a ideia nasceu por causa das denúncias de corrupção do investigador Pena. Uma das palavras de ordem do ato deve ser "policial não é ladrão, queremos apuração". Segundo Roque, "nenhuma medida efetiva foi adotada no sentido de coibir a prática dos ilícitos noticiados e punir os acusados". Para ele, essa "lamentável omissão coloca todos os policiais na desconfortável posição de suspeitos". Ele repeliu as afirmações de Celso Valente de que o inquérito policial e o processo administrativo nada valem.B.T e M.G
Celso Valente é primo de Malheiros Neto - Formado em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) em 1990, Celso Augusto Hentscholer Valente, de 43 anos, sempre atuou como advogado criminalista. Em 2007, quando Lauro Malheiros Neto foi nomeado secretário adjunto da Segurança Pública, ele passou a tomar conta dos clientes do primo. Apesar do grau de parentesco com Malheiros Neto (são primos de segundo grau), Valente sempre manteve contato mais estreito com o pai do ex-secretário, o também advogado Lauro Malheiros Filho. Os dois são colegas na academia de reabilitação cardíaca do Instituto do Coração (Incor) -Valente sofreu enfarte há 5 anos.
Encontro de Dilma e Serra

Os dois principais nomes apontados para a sucessão presidencial de 2010, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se enfrentaram ontem em um evento sobre alternativas para enfrentar os efeitos da crise financeira internacional no Brasil. Convidados a compor a mesa em evento em São Bernardo do Campo, no Grande ABC paulista, eles aproveitaram seus discursos para trocar farpas e fazer propaganda das administrações em que atuam.
Dilma falou primeiro e comparou os combates às crises liderados pelo Presidente Lula e pelo tucano Fernando Henrique Cardoso, sem citar nominalmente o ex-presidente. "O governo sempre foi parte do problema em todas as crises antes desta. Vinha o câmbio, a saída brutal de capitais, e o governo quebrava. Ao quebrar, recorria ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que impunha um receituário recessivo", disse a ministra. "Hoje o governo é parte da solução, porque pode fazer política fiscal e monetária."
Dilma destacou ainda o fato de o governo Lula ter baixado os porcentuais de depósito compulsório a serem recolhidos pelos bancos ao Banco Central (BC). FHC fez o contrário quando era presidente. "O governo (Lula) não precisou sacar do Tesouro Nacional para injetar liquidez na economia. Nossa política fiscal pode se concentrar na geração de renda e na desoneração tributária", disse.
Serra, a seu tempo, partiu em defesa de Fernando Henrique Cardoso, também sem citar o colega. O governador falou sobre o saneamento do sistema financeiro, por meio do plano de salvamento de bancos Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), e o papel anticíclico dos bancos públicos.
A ministra defendeu que os Estados e municípios têm hoje, graças ao governo federal, melhores condições financeiras e colocou Serra na berlinda: "Está aí o governador de São Paulo com uma capacidade de investimento invejável se você comparar com o passado." Para fincar oposição ao que dissera a ministra, em seu discurso Serra fez questão de enfatizar a importância de descentralizar os investimentos federais para dar mais fôlego a investimentos decididos localmente. "Os Estados podem pegar dívida em coeficiente de dois em relação à sua receita, mas os municípios em coeficiente de um só dígito. Não vejo sentido nisso." Serra esclareceu não sugerir uma mudança na Lei de Responsabilidade Fiscal, mas uma decisão do Senado por iniciativa do governo federal.
O tucano criticou, na frente de Dilma, a demora do Comitê de Política Monetária (Copom) em reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic. "Estamos com seis meses de crise sem uma política ativa de redução de juros", afirmou Serra. "Era o momento de ter jogado os juros lá embaixo, mas o Brasil foi na contramão do mundo." Dilma, pouco antes, tentou lançar um olhar positivo sobre a questão dos juros. "Vamos baixar os juros básicos e criar uma referência para os spreads (a diferença das taxas de captação e de empréstimo cobradas pelos bancos) no País. A crise é a oportunidade de termos juros civilizados, sem uma vírgula de risco, e fazer disso a principal alavanca do País."
Tanto o tucano quanto a petista enfatizaram feitos das administrações de que fazem parte. Dilma detalhou o Plano Nacional de Habitação que pretende lançar em breve para construir 1 milhão de casas e dar subsídios a pessoas de baixa renda. A proposta, grande bandeira do governo federal, foi ignorada por Serra, que preferiu falar sobre seu próprio programa de moradias populares. "Estamos tocando 100 mil habitações para pessoas com até três salários mínimos neste ano - 40 mil vão ser entregues, 60 mil estão em andamento."
Dilma discorreu sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as políticas sociais e a classe média "criada" pelo governo Lula. Serra afirmou: "Há programas de transferência de renda e salário mínimo rural que criam demanda interna, mas isso não significa que não temos problemas."
Sem modéstia, Serra lembrou sua atuação como ministro do Planejamento de Fernando Henrique para "salvar" a indústria automobilística. "O câmbio estava sobrevalorizado, havia repasse de tarifas e um acordo com a Argentina que permitia que os carros de lá entrassem sem imposto. As fábricas de automóveis estavam indo embora do País", disse. "Eu mesmo modelei um regime automotriz que deu muita briga dentro e fora do governo, mas foi o que salvou a indústria automobilística."
Dilma e Serra chegaram quase juntos ao seminário “ABC do Diálogo e do Desenvolvimento – A região unida para enfrentar a crise”, em São Bernardo.
Dilma e Serra chegaram quase juntos ao seminário “ABC do Diálogo e do Desenvolvimento – A região unida para enfrentar a crise”, em São Bernardo.
Participaram do seminário, além de Dilma e Serra, os prefeitos da região do ABC paulista, entre eles o ex-ministro de Lula Luiz Marinho (PT), prefeito de São Bernardo) e o ex-governador Geraldo Alckmin, que representou o prefeito Gilberto Kassab.
No seminário, Dilma voltou a afirmar que o governo não vai fazer gabinete para acompanhar a crise, como havia sugerido a oposição.“O governo por inteiro está empenhado. Não temos dois mundos no Brasil. O que fazemos no governo federal é cumprir políticas que têm função clara de desenvolvimento com inclusão social. Não especializamos setor nenhum do governo para enfrentar a crise. É obrigação de todos os ministérios.”
Dilma disse que o governo vai continuar acompanhando setores que mais sofrem com crise e vai realizar políticas setoriais. Um dos setores citados pela ministra é o de caminhão e ônibus.
terça-feira, 10 de março de 2009
Protógenes foi usado: Lula e Dilma são o alvo da "reportagem" da revista Veja
Chama atenção o seguinte "recorte" de um "relatório encontrado no computador do delegado Protógenes" (segundo a revista Veja), publicado em suas páginas:
Esse recorte tosco (sem dizer de qual "documento" faz parte) é sob encomenda para transformar a CPI dos Correios (do deputado serrista Marcelo Itagiba) em nova CPI do fim-do-mundo, a exemplo do que fizeram na CPI dos Bingos.
Esse recorte tosco (sem dizer de qual "documento" faz parte) é sob encomenda para transformar a CPI dos Correios (do deputado serrista Marcelo Itagiba) em nova CPI do fim-do-mundo, a exemplo do que fizeram na CPI dos Bingos.Ele dá motivo para a CPI pedir a convocação e fazer um circo com Dilma, ressuscitar a figura de vilão de Zé Dirceu ligado ao governo Lula no noticiário, e ... advinhem ... o PMDB governista "denunciado" por Jarbas Vasconcelos.
Relendo a "reportagem" da Veja, ali tem muito mais conotação política contra o governo Lula, do que jurídica contra Protógenes, apesar da revista fazer uma construção de texto cínica, colocando Lula e Dilma como "vítimas" da "arapogagem" do "paranóico" Protógenes.
O enredo é Daniel Dantas fazer de sua defesa o ataque contra o governo Lula, em conluio com o projeto Serra-2010.
Dantas já fez isso no passado.O PIC (partido da imprensa corrupta) e sua bancada no Congresso usarão a CPI do Grampo, para desestabilizar a Satiagraha, a PF, os Ministros citados, a aliança governista com o PMDB, e, não só planejam deixar Dantas e sua bancada demo-tucana ficarem impunes, como recobrar o poder com a eleição demo-tucana de José Serra em 2010.
Serra, FHC e Dantas relançam esquema golpista usado em 2005 e 2006
É muita coincidência na mesma semana em que vaza um suposto relatório originário da PF com o termo "Zeca Diabo", o ex-presidente FHC, fazer um artigo onde citou o "bem-amado" comparando o personagem "Odorico Paraguassu" à Chavez (e querendo insinuar que Lula também seria assim).
É muita coincidência a sincronia dos discursos de Jarbas Vasconcelos na revista Veja com o recorte acima envolvendo gente do PT e do PMDB.
Podem ser só coincidências, mas que as bruxas existem, existem!
Há um plano de ação, agora mais coordenado, da oposição com a imprensa.
FHC tem insistido em buscar uma linha de atuação da oposição que atinja algum flanco da candidatura Dilma, inclusive insistindo em criar e aprofundar crises, apostando no "quanto pior, melhor".
O velho esquema pré-2006 envolvendo FHC, Serra, Dantas, DEMos, Tucanos, Veja, Globo, CPI's que estava meio combalido, e está de volta, recauchutado.
Estão querendo fabricar um novo "mensalão".
Até Jarbas Vasconcelos desmente a revista Veja, sem querer
Em sua última edição na matéria "O contra-ataque da Corrupção", a revista Veja publicou este texto:"Nesta terça-feira, Jarbas Vasconcelos ocupará mais uma vez o plenário para fazer uma nova e explosiva revelação: integrantes de seu partido, o PMDB, teriam contratado uma famosa empresa americana de investigação privada para grampear seus telefones, vasculhar sua biografia e vigiar os passos dele e de seus familiares.
"Pois hoje, o senador MaraJarbas Vasconcelos (PMDB-PE) subiu à tribuna, e acusou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de distorcer suas declarações quando oficiou o Ministério da Justiça e o Ministério Público para que investigasse as denúncias do pernambucao.
Jarbas alegou que "em momento algum" declarou ter denunciado uma investigação contratada por integrantes do PMDB, querendo desmentir Sarney.
Sarney rebateu às críticas de Vasconcelos e garantiu que não escreveu no ofício que o PMDB contratou uma empresa para espioná-lo. Segundo Sarney, o ofício apenas reproduziu informações transcritas da Veja.
Basta conferir o texto da Veja, para constatar que Sarney está certo.
Por isso MaraJarbas está, sem querer, desmentindo a Veja.
Ou a revista inventou e colocou o PMDB na boca de MaraJarbas, ou MaraJarbas está "amarelando" de novo, desdizendo suas declarações.
"Pois hoje, o senador MaraJarbas Vasconcelos (PMDB-PE) subiu à tribuna, e acusou o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de distorcer suas declarações quando oficiou o Ministério da Justiça e o Ministério Público para que investigasse as denúncias do pernambucao.
Jarbas alegou que "em momento algum" declarou ter denunciado uma investigação contratada por integrantes do PMDB, querendo desmentir Sarney.
Sarney rebateu às críticas de Vasconcelos e garantiu que não escreveu no ofício que o PMDB contratou uma empresa para espioná-lo. Segundo Sarney, o ofício apenas reproduziu informações transcritas da Veja.
Basta conferir o texto da Veja, para constatar que Sarney está certo.
Por isso MaraJarbas está, sem querer, desmentindo a Veja.
Ou a revista inventou e colocou o PMDB na boca de MaraJarbas, ou MaraJarbas está "amarelando" de novo, desdizendo suas declarações.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Após protesto, Folha assume erro pela expressão “ditabranda”
Depois da manifestação promovida pelo Movimento dos Sem Mídia (MSM) neste sábado (7), em frente à sede do jornal Folha de S.Paulo, e do abaixo-assinado com mais de 7 mil assinaturas repudiando seu editorial, o diário paulista admitiu o erro no uso da expressão “ditabranda” com a qual se referiu aos anos de chumbo da ditadura militar brasileira.
Além de dar cobertura para a manifestação, o diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, deu as seguintes declarações: ´´O uso da expressão ´ditabranda´ em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.”
Mas a autocrítica parou por aí. Negando o diz acima, isto é, que todas as ditaduras são igualmente abomináveis, a nota afirma que a do Brasil foi menos truculenta que a de outros países.
Voltou atacar a professora Maria Victória Benevides e o jurista Fábio Konder Comparato que antes foram chamados de “cínicos e mentirosos” depois que enviaram protesto ao jornal. Agora são taxados de tutores do comportamento democrático alheio por cobrarem uma autocrítica em praça pública, “de joelhos”, dos responsáveis pelo editorial.
Na edição deste domingo (8), o jornal publicou matéria sobre a manifestação em frente à sede. Disse que o ato tinha duplo objetivo de protestar contra o editorial que usou a expressão “ditabranda” e prestar solidariedade aos professores Maria Victoria e Comparato.
Esqueceu, porém, de divulgar que o ato denunciou intensamente as relações que o jornal manteve com os ditadores de plantão. O manifesto distribuído no local cita, inclusive, o editorial publicado em 1971 no qual Octávio Frias de Oliveira exalta o “governo sério, responsável, respeitável” de Emílio Garrastazu Médici.
Também descreveu a existência do abaixo-assinado de repúdio que colheu mais de 7 mil adesões pela internet em repúdio ao editorial e solidariedade aos professores. Entre seus signatários estão o arquiteto Oscar Niemeyer, o compositor e escritor Chico Buarque, o crítico literário Antonio Candido e o jurista Goffredo da Silva Telles Jr.”. Publicou na íntegra o texto.
Entenda o caso Em editorial “Limite a Cháves”, publicado no dia 17 de fevereiro passado, o jornal demonstrou inconformismo pelo fato do presidente Venezuelano ter vencido o referendo que lhe dá o direito a reeleições seguidas.
Diz o editorial que uma vez vitorioso, Cháves não estaria disposto a reapresentar a consulta popular. “Tamanha margem de arbítrio para manipular as regras do jogo é típica de regimes autoritários compelidos a satisfazer o público doméstico, e o externo, com certo nível de competição eleitoral.”
No parágrafo seguinte diz que se as chamadas “ditabrandas – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça -, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso.”
Assim como vários leitores, os professores Maria Victoria e Fábio Comparato enviaram cartas ao “Painel do Leitor” repudiando o editorial. Comparato diz que o autor do editorial e o diretor de Redação “deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro”. O jornal classificou a indignação dos professores de “cínica e mentirosa”.
Além de dar cobertura para a manifestação, o diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, deu as seguintes declarações: ´´O uso da expressão ´ditabranda´ em editorial de 17 de fevereiro passado foi um erro. O termo tem uma conotação leviana que não se presta à gravidade do assunto. Todas as ditaduras são igualmente abomináveis.”
Mas a autocrítica parou por aí. Negando o diz acima, isto é, que todas as ditaduras são igualmente abomináveis, a nota afirma que a do Brasil foi menos truculenta que a de outros países.
Voltou atacar a professora Maria Victória Benevides e o jurista Fábio Konder Comparato que antes foram chamados de “cínicos e mentirosos” depois que enviaram protesto ao jornal. Agora são taxados de tutores do comportamento democrático alheio por cobrarem uma autocrítica em praça pública, “de joelhos”, dos responsáveis pelo editorial.
Na edição deste domingo (8), o jornal publicou matéria sobre a manifestação em frente à sede. Disse que o ato tinha duplo objetivo de protestar contra o editorial que usou a expressão “ditabranda” e prestar solidariedade aos professores Maria Victoria e Comparato.
Esqueceu, porém, de divulgar que o ato denunciou intensamente as relações que o jornal manteve com os ditadores de plantão. O manifesto distribuído no local cita, inclusive, o editorial publicado em 1971 no qual Octávio Frias de Oliveira exalta o “governo sério, responsável, respeitável” de Emílio Garrastazu Médici.
Também descreveu a existência do abaixo-assinado de repúdio que colheu mais de 7 mil adesões pela internet em repúdio ao editorial e solidariedade aos professores. Entre seus signatários estão o arquiteto Oscar Niemeyer, o compositor e escritor Chico Buarque, o crítico literário Antonio Candido e o jurista Goffredo da Silva Telles Jr.”. Publicou na íntegra o texto.
Entenda o caso Em editorial “Limite a Cháves”, publicado no dia 17 de fevereiro passado, o jornal demonstrou inconformismo pelo fato do presidente Venezuelano ter vencido o referendo que lhe dá o direito a reeleições seguidas.
Diz o editorial que uma vez vitorioso, Cháves não estaria disposto a reapresentar a consulta popular. “Tamanha margem de arbítrio para manipular as regras do jogo é típica de regimes autoritários compelidos a satisfazer o público doméstico, e o externo, com certo nível de competição eleitoral.”
No parágrafo seguinte diz que se as chamadas “ditabrandas – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça -, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso.”
Assim como vários leitores, os professores Maria Victoria e Fábio Comparato enviaram cartas ao “Painel do Leitor” repudiando o editorial. Comparato diz que o autor do editorial e o diretor de Redação “deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro”. O jornal classificou a indignação dos professores de “cínica e mentirosa”.
Protógenes sobre "reportagem" da Veja: mentirosa, em formato mentecapto, e criminosa
O delegado Protógenes Queiroz publicou um desmentido e apontou erros na "reportagem" da revista Veja.O delegado diz, entre outras coisas:
1) "Os possíveis documentos - fs. 86, 88, 89 e 90 revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 - origináriamente advindos de investigações sigilosas da Polícia Federal, não merecem o mínimo de credibilidade, tendo em vista o teor mentiroso das informações ali lançadas de formato mentecapto."
2) Os dados cobertos pelo sigilo coletados com autorização judicial e de conhecimento do Ministério Público Federal, em nenhum momento incluiu ou revelou a participação da Exma. Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ex-ministro José Dirceu, do Chefe de gabinete da Presidência da República Gilberto Carvalho, do Senador Heráclito Fortes, do Senador ACM Jr., do Ministro Roberto Mangabeira Unger na investigação da Satiagraha.
3) decisão da Dra. Maria de Fátima de Paula Pessoa Costa ao exarar no IPL n. 2008.3400031634-9 da 10 ª Vara Federal Seção Judiciária do Distrito Federal dando conta de que o Delegado Protógenes não é investigado específico naqueles autos de investigação que apura o possível ”grampo cladestino que envolveu os nomes do Presidente do STF Gilmar Mendes e o Senador Demosténes Torres”, publicada de forma criminosa pela Revista Veja.
4) É importante afirmar que em minha residência no Rio de Janeiro não foi apreendido nenhum documento ou material, nem tampouco computador contendo dados da operação Satiagraha, conforme se comprova no auto de busca e apreensão na ocasião da diligência.
5) As diligências de busca e apreensão na minha residência em Brasília e no Hotel onde me encontrava naquela ocasião resultaram na apreensão de documentos pessoais, poucos documentos e materiais referentes a atividade de inteligência vinculados a operação Satiagraha, pois ali estavam em razão de prestar esclarecimentos pós-operação policial as autoridades competentes vinculadas ao caso ( Ministério Público Federal e a Justiça Federal ). Outro ponto relevante e significativo é que todos os documentos encontrados foram coletados no estrito cumprimento da lei e da Constituição da República.
6) Outro fato importante e criminoso é a divulgação ( fls. 85 da revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 ) de documento sigiloso de uma investigação presidida pelo Delegado de Polícia Federal Amaro Vieira Ferreira IPL 2-4447/2008 - DELEFAZ/SR/DPF/SP, além de levar ao conhecimento público do documento, revela a identidade nominal de dois oficiais de inteligência da ABIN, o que é gravissímo, não merece ser desprezado tal fato, pois a banalização fragilizam as Instituições no tocante a segurança externa do Brasil.
1) "Os possíveis documentos - fs. 86, 88, 89 e 90 revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 - origináriamente advindos de investigações sigilosas da Polícia Federal, não merecem o mínimo de credibilidade, tendo em vista o teor mentiroso das informações ali lançadas de formato mentecapto."
2) Os dados cobertos pelo sigilo coletados com autorização judicial e de conhecimento do Ministério Público Federal, em nenhum momento incluiu ou revelou a participação da Exma. Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ex-ministro José Dirceu, do Chefe de gabinete da Presidência da República Gilberto Carvalho, do Senador Heráclito Fortes, do Senador ACM Jr., do Ministro Roberto Mangabeira Unger na investigação da Satiagraha.
3) decisão da Dra. Maria de Fátima de Paula Pessoa Costa ao exarar no IPL n. 2008.3400031634-9 da 10 ª Vara Federal Seção Judiciária do Distrito Federal dando conta de que o Delegado Protógenes não é investigado específico naqueles autos de investigação que apura o possível ”grampo cladestino que envolveu os nomes do Presidente do STF Gilmar Mendes e o Senador Demosténes Torres”, publicada de forma criminosa pela Revista Veja.
4) É importante afirmar que em minha residência no Rio de Janeiro não foi apreendido nenhum documento ou material, nem tampouco computador contendo dados da operação Satiagraha, conforme se comprova no auto de busca e apreensão na ocasião da diligência.
5) As diligências de busca e apreensão na minha residência em Brasília e no Hotel onde me encontrava naquela ocasião resultaram na apreensão de documentos pessoais, poucos documentos e materiais referentes a atividade de inteligência vinculados a operação Satiagraha, pois ali estavam em razão de prestar esclarecimentos pós-operação policial as autoridades competentes vinculadas ao caso ( Ministério Público Federal e a Justiça Federal ). Outro ponto relevante e significativo é que todos os documentos encontrados foram coletados no estrito cumprimento da lei e da Constituição da República.
6) Outro fato importante e criminoso é a divulgação ( fls. 85 da revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 ) de documento sigiloso de uma investigação presidida pelo Delegado de Polícia Federal Amaro Vieira Ferreira IPL 2-4447/2008 - DELEFAZ/SR/DPF/SP, além de levar ao conhecimento público do documento, revela a identidade nominal de dois oficiais de inteligência da ABIN, o que é gravissímo, não merece ser desprezado tal fato, pois a banalização fragilizam as Instituições no tocante a segurança externa do Brasil.
sexta-feira, 6 de março de 2009
88% dos brasileiros aprovam eleição de mulher para Presidência da República
A eleição de uma mulher para a Presidência da República recebe o apoio de 88% do eleitorado brasileiro. A constatação foi feita em pesquisa realizada pelo consórcio Lapop (Latin American Public Opinion), que acompanha a situação política em 22 países do continente. Os números foram divulgados em matéria publicada nesta sexta-feira (6) pelo jornal Valor Econômico.
“A modernização é um pacote de relações econômicas, políticas e sociais e também significa um avanço no grau de escolarização da maioria da população. Quanto maior o nível educacional do indivíduo, maior sua tendência a aceitar princípios de igualdade, não apenas de gênero, mas de opção sexual, religiosa etc", explicou a cientista política Simone Bohn, doutora em ciências sociais pela USP e professora da Universidade de York, no Canadá, uma das instituições integrantes do consórcio Lapop.
Simone foi uma das responsáveis pela pesquisa do Lapop realizada no Brasil. Para ela, o mais surpreendente nos resultados brasileiros está no fato de que - ao contrário do que se observa na maioria dos países, mesmo naqueles em que as mulheres ainda não conquistaram altos cargos na administração pública - a mulher representa uma novidade na política.
"Ela é vista como menos corrupta e mais preocupada o bem-estar coletivo. É assim também que muitas candidatas se apresentam ao eleitorado brasileiro", disse Simone. Mesmo ante a a descrença com a política em geral, os números são animadores para a parcela feminina das candidatas: só é menor a aceitação das mulheres em dois grupos de eleitores, e mesmo assim os percentuais são altos: 70% dos idosos, 66% dos analfabetos e 77% dos que têm até quatro anos de estudo configuram a maior rejeição.
Referindo-se a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, apontada como possível candidata do PT para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Simone lembra que outras características também deverão pesar na escolha do eleitorado.
"Dilma pode se beneficiar da ausência de preconceito do eleitor em relação à candidatura de uma mulher, mas ela também precisará mostrar que tem competência administrativa e experiência", acredita a pesquisadora.
Simone lembra que outros aspectos estarão em jogo na sucessão presidencial: em 20 anos de eleições diretas no país, será a primeira vez que o PT não terá Lula na disputa. "A próxima eleição será um teste para medir qual é a força do PT sem ele", afirma.
“A modernização é um pacote de relações econômicas, políticas e sociais e também significa um avanço no grau de escolarização da maioria da população. Quanto maior o nível educacional do indivíduo, maior sua tendência a aceitar princípios de igualdade, não apenas de gênero, mas de opção sexual, religiosa etc", explicou a cientista política Simone Bohn, doutora em ciências sociais pela USP e professora da Universidade de York, no Canadá, uma das instituições integrantes do consórcio Lapop.
Simone foi uma das responsáveis pela pesquisa do Lapop realizada no Brasil. Para ela, o mais surpreendente nos resultados brasileiros está no fato de que - ao contrário do que se observa na maioria dos países, mesmo naqueles em que as mulheres ainda não conquistaram altos cargos na administração pública - a mulher representa uma novidade na política.
"Ela é vista como menos corrupta e mais preocupada o bem-estar coletivo. É assim também que muitas candidatas se apresentam ao eleitorado brasileiro", disse Simone. Mesmo ante a a descrença com a política em geral, os números são animadores para a parcela feminina das candidatas: só é menor a aceitação das mulheres em dois grupos de eleitores, e mesmo assim os percentuais são altos: 70% dos idosos, 66% dos analfabetos e 77% dos que têm até quatro anos de estudo configuram a maior rejeição.
Referindo-se a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, apontada como possível candidata do PT para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Simone lembra que outras características também deverão pesar na escolha do eleitorado.
"Dilma pode se beneficiar da ausência de preconceito do eleitor em relação à candidatura de uma mulher, mas ela também precisará mostrar que tem competência administrativa e experiência", acredita a pesquisadora.
Simone lembra que outros aspectos estarão em jogo na sucessão presidencial: em 20 anos de eleições diretas no país, será a primeira vez que o PT não terá Lula na disputa. "A próxima eleição será um teste para medir qual é a força do PT sem ele", afirma.
8 de Março, Uma História de Lutas
Dia de luta e de grandes mobilizações contra a desigualdade entre homens e mulheres, pela autonomia das mulheres sobre sua sexualidade e seu corpo, contra todas as formas de discriminações e preconceitos e, contra todas as formas de exploração capitalista e concentração de renda, terra e riquezas. Foi na segunda metade do século XIX e início do século XX que as mulheres iniciam sua organização em defesa de seus direitos e de sua cidadania. Eram cerceadas da participação social e política e enfrentavam condições de trabalho extremamente precárias. Buscando alterar esta situação as mulheres se organizaram pelo direito a sindicalização, a filiação partidária, pelo direito ao acesso a universidade e direito de votar. Na segunda Conferência de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague – Dinamarca – em agosto de 1910 que Clara Zetkin, então dirigente do Partido Social Democrata alemão, apresentou a proposta de definir um dia de luta das mulheres para todo o movimento socialista internacional. Também neste ano greves aconteceram na cidade de Nova Iorque com bandeiras por melhores condições de trabalho e redução da jornada de 16 horas de trabalho. Anos mais tarde, no dia 8 de março de 1917, em Petrogrado, uma grande mobilização das mulheres contribui e foi precursora para um processo de grandes mobilizações e greves que deram início a Revolução Russa, maior e mais importante revolução socialista! Em 1922 todos os países unificam a data de luta das mulheres em torno do dia 8 de março.
No Brasil, final dos anos 60 e início da década de 70 marca as fortes mobilizações feministas, onde vários setores e grupos organizados de mulheres se mobilizam no país todo, retomando com força a luta das mulheres e tornando o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, uma referência e um marco de nossas lutas e reivindicações. Em 2000 com a articulação da Marcha Mundial das Mulheres novamente o movimento reafirma a importância da luta feminista e da articulação internacional das mulheres. A partir da concepção e luta por um mundo igualitário, justo, socialista e feminista avançamos nas conquistas. Hoje as políticas públicas representam um importante instrumento de cidadania e de significativa melhora na vida das mulheres. Nesse sentido o Governo LULA, a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, a realização das duas Conferências Nacionais de Políticas para as Mulheres e suas deliberações, representam passos importantes para estes avanços. Por isso mais uma vez, neste dia 8 de março, as mulheres petistas denunciam o descaso e omissão do governo tucano no estado de São Paulo frente às políticas para as mulheres e a não assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e estão nas ruas, junto com o movimento de mulheres e feminista, em luta por igualdade, autonomia e soberania popular.
No Brasil, final dos anos 60 e início da década de 70 marca as fortes mobilizações feministas, onde vários setores e grupos organizados de mulheres se mobilizam no país todo, retomando com força a luta das mulheres e tornando o dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, uma referência e um marco de nossas lutas e reivindicações. Em 2000 com a articulação da Marcha Mundial das Mulheres novamente o movimento reafirma a importância da luta feminista e da articulação internacional das mulheres. A partir da concepção e luta por um mundo igualitário, justo, socialista e feminista avançamos nas conquistas. Hoje as políticas públicas representam um importante instrumento de cidadania e de significativa melhora na vida das mulheres. Nesse sentido o Governo LULA, a Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres, a realização das duas Conferências Nacionais de Políticas para as Mulheres e suas deliberações, representam passos importantes para estes avanços. Por isso mais uma vez, neste dia 8 de março, as mulheres petistas denunciam o descaso e omissão do governo tucano no estado de São Paulo frente às políticas para as mulheres e a não assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e estão nas ruas, junto com o movimento de mulheres e feminista, em luta por igualdade, autonomia e soberania popular.
Quércia coordena "agenda de convencimento" do PMDB pró-Serra
Atenção contribuintes paulistas: escondam suas carteiras, porque o ex-governador Orestes Quércia anunciou que já entrou em contato com lideranças do PMDB para organizar uma "agenda de convencimento" para apoio a Serra.Repetindo: "AGENDA DE CONVENCIMENTO" para apoio a Serra.QUÉRCIA capitaneia PMDB Serrista.
Segundo o Diário do Grande ABC, o PMDB CAPITANEADO pelo ex-governador Orestes Quércia pretende intensificar a campanha interna no partido a favor de Serra.
JARBAS VASCONCELOS "CAPITANEADO" por Quércia Segundo o Estadão, Quércia admitiu que o recém alçado à condição de paladino da ética, Jarbas Vasconcelos, já atua pela candidatura de José Serra (PSDB). Pernambuco está entre os cinco Estados onde o PMDB é pró-Serra, segundo Quércia, que reiterou: "Jarbas é uma pessoa com quem estamos contando no apoio ao Serra". Os demais estados seriam: Estados de São Paulo (onde o PMDB é liderado pelo próprio Quércia), Santa Catarina (liderado pelo governador Luiz Henrique), Rio Grande do Sul (onde PMDB apóia a Serrista Yeda Crusius), e Piauí (liderado por Mão Santa).
PÉROLAS DE QUÉRCIÃO
ex-governador paulista não poupou munição na hora de falar do governo federal:"Lula mostrou uma absoluta incompetência na administração ...... Para mudar, precisamos evitar que o PT ganhe as eleições." (Orestes Quércia)
Discurso perfeito para José Serra fechar 2010 com uma votação de menos de 16% do eleitorado que concorda com Quércia.
QUÉRCIA E SERRA juntos em seminário em Universidade
Quércia falou à imprensa após participar de seminário promovido pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) com ex-governadores paulistas, evento que contou também com a presença de Serra.
Segundo o Diário do Grande ABC, o PMDB CAPITANEADO pelo ex-governador Orestes Quércia pretende intensificar a campanha interna no partido a favor de Serra.
JARBAS VASCONCELOS "CAPITANEADO" por Quércia Segundo o Estadão, Quércia admitiu que o recém alçado à condição de paladino da ética, Jarbas Vasconcelos, já atua pela candidatura de José Serra (PSDB). Pernambuco está entre os cinco Estados onde o PMDB é pró-Serra, segundo Quércia, que reiterou: "Jarbas é uma pessoa com quem estamos contando no apoio ao Serra". Os demais estados seriam: Estados de São Paulo (onde o PMDB é liderado pelo próprio Quércia), Santa Catarina (liderado pelo governador Luiz Henrique), Rio Grande do Sul (onde PMDB apóia a Serrista Yeda Crusius), e Piauí (liderado por Mão Santa).
PÉROLAS DE QUÉRCIÃO
ex-governador paulista não poupou munição na hora de falar do governo federal:"Lula mostrou uma absoluta incompetência na administração ...... Para mudar, precisamos evitar que o PT ganhe as eleições." (Orestes Quércia)
Discurso perfeito para José Serra fechar 2010 com uma votação de menos de 16% do eleitorado que concorda com Quércia.
QUÉRCIA E SERRA juntos em seminário em Universidade
Quércia falou à imprensa após participar de seminário promovido pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) com ex-governadores paulistas, evento que contou também com a presença de Serra.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Serra e Aécio seguem conselho de FHC e boicotam corte de ICMS no PAC da Habitação
Ontem a ministra Dilma Roussef junto aos da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo, e das Cidades, Márcio Fortes, reuniu-se com os governadores de São Paulo, José Serra, de Minas Gerais, Aécio Neves, do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e de Paraná, Roberto Requião.Os ministros apresentaram aos governadores a proposta de construção de 1 milhão de casas populares até 2010.O projeto prevê que estados e municípios disponibilizem terrenos, e a Caixa Econômica Federal e o recursos da poupança de outros bancos financie os imóveis.O governo procurou negociar redução de impostos federais e estaduais (ICMS) sobre materiais de construção, mas os governadores se negaram a reduzir o ICMS, o que prejudica o aquecimento do setor altamente gerador de empregos.Os governadores querem também atuar como atravessadores do dinheiro público entre a Caixa e os construtores, querendo que o dinheiro seja repassado aos Estados, gerando mais um intermediário burocrático no meio do caminho por onde se pode desviar dinheiro público.A falta de colaboração dos governadores tucanos está em sintonia com a recomendação de FHC para fazerem oposição em relação a medidas do governo Lula contra efeitos da crise internacional.Mesmo assim, o plano habitacional sairá e será um sucesso, com redução de impostos federais, sem a colaboração dos governadores na redução do ICMS.
Quem tem medo de Dilma Rousseff?

Demorou, mas os tucanos já encaram a realidade em relação a presidenciável petista Dilma Rousseff. As últimas pesquisas de intenção de voto revelam que ela já chegou aos dois dígitos e que o presidente Lula pode sim transferir votos para ela durante a campanha presidencial.A potencialidade eleitoral da ministra Dilma Rousseff é grande e preocupa os demistas e tucanos. Tanto é que eles chegaram a protocolar uma ação no TSE contra ela e o Presidente da República por propaganda eleitoral antecipada, no caso da reunião de prefeitos. A ação é sinal de desespero da oposição porque sabem que essa medida não vai dar em nada.Quem tem medo de Dilma Rousseff?A oposição tem feito criticas sobre o PAC que classifica de um programa de obras só no papel, e ainda que o PAC é um furo na água. "Se é assim, a oposição devia ficar tranqüila e alegre porque a presidenciável Dilma Rousseff é 'a mãe do PAC' e ninguém vai votar em alguém incompetente", ironiza um petista.
quarta-feira, 4 de março de 2009
PF vai investigar campanha tucana
A Polícia Federal vai investigar a campanha tucana de 2006. O pedido foi feito pelo Ministério Público, com base em denúncias do PSOL. Integrantes do partido teriam visto gravações que provariam entrega de recursos sem registro a membros da equipe de campanha e negociação de valores "por fora" na compra de imóvel para a governadora Yeda Crusius.
Primo de Agripino Maia foi afastado de mentirinha
Agaciel Maia, primo do senador Agripino Maia (DEMos/RN), afastou-se da direção-geral do Senado, por suspeita de corrupção.Mas... ele assumiu a direção da Gráfica do Senado!Ora, se as suspeitas não o credenciam à direção-geral, por que o credencia à chefia de um órgão de escalão imediatamente abaixo, também com poder de decisão e de compra com verbas públicas?É assim que V. Exas., senadores da república, restabelecem a "ética" na casa.
terça-feira, 3 de março de 2009
Entrevista Líder do PT na Câmara dos Deputados
Leia, abaixo, entrevista do líder do PT na Câmara dos Deputados, publicada no jornal Correio Braziliense.
Líder da bancada do PT apresenta a pauta de votações do partido para 2009 e rebate críticas sobre campanha de Dilma à Presidência da República.
O novo líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), ainda na metade do primeiro mandato de deputado federal, se destacou como articulador da aliança com o PMDB que levou o deputado Michel Temer (SP) à Presidência da Casa, garantindo estabilidade à base governista. O petista defende a aprovação da reforma tributária, cujo eixo é a cobrança do ICMS nos estados de destino das mercadorias e não na origem, como ocorre hoje. “Essa é uma prioridade do governo Lula, inegociável, que vamos decidir no voto se não houver consenso”, avisa à oposição em entrevista ao Correio. Vaccarezza também defende a aprovação gradativa da reforma política. “Podemos aprovar as mudanças progressivamente, na medida em que formos construindo consensos”, afirma. E defende a punição dos parlamentares que usarem indevidamente as verbas indenizatórias, embora seja a favor da manutenção da ajuda extra de R$ 15 mil mensais paga a cada deputado para despesas com o mandato. “Para fazer um bom trabalho, o parlamentar precisa de assessoria qualificada e infraestrutura”, justifica. O petista rebate as críticas de que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, está em campanha antecipada à Presidência da República. Para o deputado, foi a oposição que antecipou o debate. “Quem está com uma conduta agressiva é o PSDB, que discute prévias partidárias e tem até dois pré-candidatos que já estão viajando pelo Brasil. É legítimo, porque são políticos. Se tem alguém tentando antecipar o processo eleitoral, não é a ministra Dilma.”
Quais são as prioridades do PT no Congresso?
São as medidas que respondam à crise internacional originada nos Estados Unidos. Desde quando ela se instalou, o presidente Lula tomou medidas para garantir o crédito, o desenvolvimento econômico e o emprego. Ele quer criar condições para o Brasil sair da crise numa posição melhor do que já tem hoje. Do ponto de vista legislativo, as prioridades são a reforma política, que já tem projeto do governo e propostas parlamentares em tramitação, e a reforma tributária, na qual temos que fazer um ajuste porque foi concebida antes da crise. Também são importantes a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a PEC do trabalho escravo.
A oposição faz muitas restrições à reforma tributária…
Temos um acordo com o DEM e o PSDB para votá-la em março, mas temos que responder às indagações da oposição sobre o impacto na arrecadação.
A maior restrição é o percentual recolhido na origem com relação ao sistema de cobrança?
Esse é um dos temas centrais, mas não é negociável, não tem como fazer acordo. Ou o ICMS será cobrado no destino ou na origem. Será decidido no voto. Com relação ao percentual retido na origem, é possível negociar um acordo.
E quanto à reforma política? Na opinião de muitos, a proposta atenderia mais os interesses do PT do que os do Congresso e os dos demais partidos…
A proposta do governo versa sobre os seguintes assuntos: voto em lista, financiamento público de campanha e fidelidade partidária. Nesse caso, um mês antes das convenções que definem os candidatos, fica aberta uma janela para mudança de partido. Um mês para cada cargo. Acho que a gente pode chegar a um consenso em relação a isso. Outras mudanças carecem de alteração na Constituição.
E essa jornada de trabalho de 40 horas?
Nós vamos ter que rediscutir a legislação trabalhista porque o mundo hoje é completamente diferente daquele no qual foi definida a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). O que estou levantando em relação às 40 horas semanais é o seguinte: as tecnologias fazem com que o homem produza muito mais no mesmo tempo de trabalho. Esse benefício do desenvolvimento tem que ser apropriado coletivamente, ou seja, não só pelo dono da empresa, mas também pelos trabalhadores, que devem ter mais tempo para o estudo, a família, o lazer.
E essa discussão sobre a transparência dos gastos dos parlamentares e a punição dos que feriram a ética?
Um parlamentar que usa nota fria deve ser punido da mesma forma que um cidadão comum o seria. Isso é uma coisa. A outra é a devassa da vida parlamentar, que eu sou contra, ou a ideia de que a estrutura posta à disposição de um parlamentar seja um salário indireto ou mordomia. Quando um diretor de empresa ou funcionário qualquer viaja a serviço da empresa, tem passagem, hospedagem, telefone pagos pela empresa. O exercício do trabalho parlamentar exige assessoria técnica e infraestrutura. Sou favorável que essas despesas sejam bancadas pela Câmara, sou contra acabar com a verba indenizatória.
Houve uma disputa acirrada pela eleição do comando da Câmara. O PT apoiou Temer, e isso criou um afastamento bloquinho, que apoiou Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Como está a situação da aliança com o PT e o PSB?
Houve um estremecimento por causa disputa com Aldo, mas não cabia outra posição ao PT do que apoiar o Temer agora. Ao lado disso, a Mesa deve ser composta proporcionalmente. Sou contra articulações de ocasião que levem à eleição de candidaturas avulsas. A aliança entre PT e PMDB é majoritária. Porém, vamos trabalhar para resolver esse problema com o PSB e o PCdoB. Outro tema polêmico é a antecipação do debate sucessório. A candidatura da ministra Dilma está sendo turbinada pelo presidente Lula. O PT botou o bloco na rua?
A ministra é coordenadora do PAC e chefe da Casa Civil. Vejo com naturalidade a presença dela em solenidades e reuniões com prefeitos, governadores, inaugurações de obras. Se ela não estivesse fazendo isso, nós teríamos motivo para criticá-la. Não vejo nisso antecipação do processo eleitoral. Quem está com uma conduta agressiva é o PSDB, que discute prévias partidárias e tem até dois pré-candidatos que já estão viajando pelo Brasil, os governadores de Minas, Aécio Neves, e São Paulo, José Serra. É legítimo, porque são políticos. Se tem alguém tentando antecipar o processo eleitoral, não é a ministra Dilma.
Líder da bancada do PT apresenta a pauta de votações do partido para 2009 e rebate críticas sobre campanha de Dilma à Presidência da República.
O novo líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), ainda na metade do primeiro mandato de deputado federal, se destacou como articulador da aliança com o PMDB que levou o deputado Michel Temer (SP) à Presidência da Casa, garantindo estabilidade à base governista. O petista defende a aprovação da reforma tributária, cujo eixo é a cobrança do ICMS nos estados de destino das mercadorias e não na origem, como ocorre hoje. “Essa é uma prioridade do governo Lula, inegociável, que vamos decidir no voto se não houver consenso”, avisa à oposição em entrevista ao Correio. Vaccarezza também defende a aprovação gradativa da reforma política. “Podemos aprovar as mudanças progressivamente, na medida em que formos construindo consensos”, afirma. E defende a punição dos parlamentares que usarem indevidamente as verbas indenizatórias, embora seja a favor da manutenção da ajuda extra de R$ 15 mil mensais paga a cada deputado para despesas com o mandato. “Para fazer um bom trabalho, o parlamentar precisa de assessoria qualificada e infraestrutura”, justifica. O petista rebate as críticas de que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, está em campanha antecipada à Presidência da República. Para o deputado, foi a oposição que antecipou o debate. “Quem está com uma conduta agressiva é o PSDB, que discute prévias partidárias e tem até dois pré-candidatos que já estão viajando pelo Brasil. É legítimo, porque são políticos. Se tem alguém tentando antecipar o processo eleitoral, não é a ministra Dilma.”
Quais são as prioridades do PT no Congresso?
São as medidas que respondam à crise internacional originada nos Estados Unidos. Desde quando ela se instalou, o presidente Lula tomou medidas para garantir o crédito, o desenvolvimento econômico e o emprego. Ele quer criar condições para o Brasil sair da crise numa posição melhor do que já tem hoje. Do ponto de vista legislativo, as prioridades são a reforma política, que já tem projeto do governo e propostas parlamentares em tramitação, e a reforma tributária, na qual temos que fazer um ajuste porque foi concebida antes da crise. Também são importantes a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a PEC do trabalho escravo.
A oposição faz muitas restrições à reforma tributária…
Temos um acordo com o DEM e o PSDB para votá-la em março, mas temos que responder às indagações da oposição sobre o impacto na arrecadação.
A maior restrição é o percentual recolhido na origem com relação ao sistema de cobrança?
Esse é um dos temas centrais, mas não é negociável, não tem como fazer acordo. Ou o ICMS será cobrado no destino ou na origem. Será decidido no voto. Com relação ao percentual retido na origem, é possível negociar um acordo.
E quanto à reforma política? Na opinião de muitos, a proposta atenderia mais os interesses do PT do que os do Congresso e os dos demais partidos…
A proposta do governo versa sobre os seguintes assuntos: voto em lista, financiamento público de campanha e fidelidade partidária. Nesse caso, um mês antes das convenções que definem os candidatos, fica aberta uma janela para mudança de partido. Um mês para cada cargo. Acho que a gente pode chegar a um consenso em relação a isso. Outras mudanças carecem de alteração na Constituição.
E essa jornada de trabalho de 40 horas?
Nós vamos ter que rediscutir a legislação trabalhista porque o mundo hoje é completamente diferente daquele no qual foi definida a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). O que estou levantando em relação às 40 horas semanais é o seguinte: as tecnologias fazem com que o homem produza muito mais no mesmo tempo de trabalho. Esse benefício do desenvolvimento tem que ser apropriado coletivamente, ou seja, não só pelo dono da empresa, mas também pelos trabalhadores, que devem ter mais tempo para o estudo, a família, o lazer.
E essa discussão sobre a transparência dos gastos dos parlamentares e a punição dos que feriram a ética?
Um parlamentar que usa nota fria deve ser punido da mesma forma que um cidadão comum o seria. Isso é uma coisa. A outra é a devassa da vida parlamentar, que eu sou contra, ou a ideia de que a estrutura posta à disposição de um parlamentar seja um salário indireto ou mordomia. Quando um diretor de empresa ou funcionário qualquer viaja a serviço da empresa, tem passagem, hospedagem, telefone pagos pela empresa. O exercício do trabalho parlamentar exige assessoria técnica e infraestrutura. Sou favorável que essas despesas sejam bancadas pela Câmara, sou contra acabar com a verba indenizatória.
Houve uma disputa acirrada pela eleição do comando da Câmara. O PT apoiou Temer, e isso criou um afastamento bloquinho, que apoiou Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Como está a situação da aliança com o PT e o PSB?
Houve um estremecimento por causa disputa com Aldo, mas não cabia outra posição ao PT do que apoiar o Temer agora. Ao lado disso, a Mesa deve ser composta proporcionalmente. Sou contra articulações de ocasião que levem à eleição de candidaturas avulsas. A aliança entre PT e PMDB é majoritária. Porém, vamos trabalhar para resolver esse problema com o PSB e o PCdoB. Outro tema polêmico é a antecipação do debate sucessório. A candidatura da ministra Dilma está sendo turbinada pelo presidente Lula. O PT botou o bloco na rua?
A ministra é coordenadora do PAC e chefe da Casa Civil. Vejo com naturalidade a presença dela em solenidades e reuniões com prefeitos, governadores, inaugurações de obras. Se ela não estivesse fazendo isso, nós teríamos motivo para criticá-la. Não vejo nisso antecipação do processo eleitoral. Quem está com uma conduta agressiva é o PSDB, que discute prévias partidárias e tem até dois pré-candidatos que já estão viajando pelo Brasil, os governadores de Minas, Aécio Neves, e São Paulo, José Serra. É legítimo, porque são políticos. Se tem alguém tentando antecipar o processo eleitoral, não é a ministra Dilma.
Você viu na imprensa brasileira?
A Agência Brasil e a manchete "Balança comercial se recupera e tem saldo positivo", até o fim do dia. Também a Veja.com, com a manchete "Vendas de carro sobem pelo terceiro mês", seguida ainda do enunciado, sobre o Banco Central, "Previsão do PIB é mantida. E juro deve cair".Também em destaque como na AP, Xinhua, Efe, os elogios do presidente da Organização Mundial do Comércio ao Brasil e a Lula em especial. Foi depois de avaliar que os planos de Japão, Coréia do Sul, Austrália respondem bem à crise, "mas o Brasil se sobressai". No dizer do francês Pascal Lamy, "se houvesse um prêmio para este período, eu acredito que o presidente Silva levaria". As agências de notícias afirmavam que o Brasil pediu à OMC autorização para retaliar os EUA em US$ 2,5 bilhões -em resposta ao protecionismo americano no setor de algodão.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Lula é mal-agradecido
Há um fato inegável que a direita não consegue entender de jeito nenhum: o Brasil tem cerca de 200 milhões de habitantes e as torcidas políticas petista e tucano-pefelista não devem responder nem pela centésima parte da população. Os outros 99% ficam só olhando e procurando onde está a razão, em boa parte achando que ela não está em lado nenhum.
É claro que o percentual acima é um chute, mas estou certo de que tanto direitistas quanto esquerdistas concordam que a grande, que a esmagadora maioria dos brasileiros não está nem aí com a política e não torce para ninguém, e que está preocupada apenas com o que a classe política pode fazer por ela, por mais que, no varejo, essa maioria se engane elegendo verdadeiros meliantes. Mas, no atacado, ou seja, num cargo como o de presidente, a coisa é bem diferente.
O fenômeno Lula, o fenômeno de ele ser o presidente mais popular da história brasileira – e já dou um aviso aos direitistas: nem a mídia nem a oposição tucano-pefelista negam isso –, reside, em grande parte, na boa situação econômica do país, mas, a meu juízo, a direita e seus jornais e tevês ajudam muito o presidente por fazerem dele uma legítima vítima de mentiras e distorções dos fatos que só um cego pelo partidarismo não vê.
Para Lula, portanto, o melhor cenário possível é aquele em que ele e seu governo se tornam vítimas de preconceito e de acusações claramente infundadas, porque a quase totalidade dos brasileiros olha a cena política com olhos de ver, ou seja, sem o véu do partidarismo, até porque o brasileiro, para o bem ou para o mal, é um dos povos mais despolitizados do mundo.
Há uma constelação de ataques injustos que a grande mídia e a oposição vêm fazendo a Lula desde que ele entrou na política. No começo, esses ataques colaram. Demorou quase duas décadas para que ficasse completamente claro como a mentira e o preconceito são as principais armas que a direita usa contra o petista.
Em 1989, aquela parcela mais volúvel da opinião pública comprou os ataques que fez na tevê a ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, paga por Fernando Collor para atacar seu ex às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. E essa parcela também comprou a teoria collorido-midiática de que Lula confiscaria a poupança se fosse eleito.
Resultado: tornou-se público, depois, que Collor sustentou Miriam vivendo em um hotel por anos a fio em pagamento aos serviços prestados. E quem confiscou a poupança acabou sendo aquele que afirmou que Lula é que faria isso.
Ainda assim, a doutrinação da mídia e as mentiras de mais um adversário de Lula, FHC, aliadas ao Plano Real, derrotaram o petista em 1994 e derrotariam de novo em 1998, quando o tucano, a exemplo de Collor, vendeu à população que se Lula se elegesse ele é que desvalorizaria o real, quando o mundo inteiro sabia que a desvalorização era questão de tempo e tanto Lula quanto FHC teriam que fazê-la se ganhassem a eleição.
O país pagou um preço exorbitante por acreditar novamente na mídia e na direita. Em janeiro de 1999, semanas depois de FHC vencer a eleição presidencial dizendo que Lula desvalorizaria o real, quem o fez foi o tucano, o que pôs o país em grave recessão, gerando desemprego, concentração de renda e endividando o país em 40 bilhões de dólares. E depois ainda veio o Apagão.
Foi a gota d’água para a grande maioria. Estava claro que a mídia não queria Lula na Presidência e que se aliava sempre aos seus adversários. E que, sempre que acreditava na mídia, o brasileiro se dava mal. Foi isso que elegeu Lula em 2002.
Mas foi durante o governo Lula que seu titular se impermeabilizou contra críticas de uma forma que poderia ter feito dele um déspota se não se tratasse de um verdadeiro democrata e se o presidencialismo à brasileira não tornasse frágeis os chefes de Estado e de governo. Tudo aquilo de que acusaram o presidente e seu governo continuou não se confirmando.
Disseram que o Bolsa Família era uma ficção. Passados alguns anos, o programa deu enorme contribuição, entre outros fatores, para o Brasil deixar de ser um país de pobres para se tornar um país em que a maioria ascendeu à classe média, segundo o IBGE.
Disseram que a economia não cresceria e que empregos não seriam gerados, e, pelo menos até uns três meses atrás, o país cresceu e gerou empregos como nunca.
Inventaram epidemia de febre amarela e depois se constatou que não existia epidemia nenhuma. Inventaram que a inflação tinha voltado e ela não voltou. Inventaram escândalos como mensalão, dossiês etc, e depois nada disso se confirmou, por mais que a mídia e a oposição tentem transformar em fato o que nunca passou de teoria.
Outro fator que fortaleceu Lula: mídia, PSDB e PFL passaram a insultar a população por não lhes comprar as teorias anti-Lula. Xingaram os beneficiários do Bolsa Família de vagabundos e parasitas para baixo. Xingaram a maioria dos eleitores de Lula de estúpidos e desinformados. E por aí vai.
E as picuinhas midiático-oposicionistas arremataram o descrédito em que a direita mergulhou. As últimas foram desrespeitar a mulher de Lula nos jornais porque ela se misturou com o povo no Sambódromo carioca durante o Carnaval e inventarem que o presidente só não foi vaiado ali porque “se escondeu”, enquanto José Serra e Gilberto Kassab eram copiosamente vaiados no Sambódromo paulistano.
Agora, porém, a mídia e a oposição se enterraram de vez com essa história dos boxeadores cubanos. Divulgaram à exaustão que Lula os tinha deportado para Cuba. Deram crédito à versão deles nesse sentido. Depois, eles voltam atrás e daí a mídia não acredita. Novamente eles retomam a versão da deportação e a mídia a compra e defende. Finalmente, voltam atrás de novo e a mídia volta a não acreditar neles. E acha que ninguém nota.
Freqüentemente, a empulhação tucano-pefelê-midiática mais espantosa de todas, a versão insana de que a mídia é pró-Lula, é usada. Pois saibam que já começo a dar crédito a essa versão, mas não da forma como a direita quer. Não posso negar que quem construiu essa blindagem em torno de Lula e de seu governo, foi a mídia.
E a construção é sólida. Vejam que maluquice: todas as pesquisas de opinião mostram que Lula tem uma popularidade esmagadora em todas as classes sociais, em todos os níveis de instrução, em todas as regiões do país e em todas as faixas etárias. Com pesquisas e tudo, a mídia e a oposição continuam dizendo que só quem apóia Lula são os miseráveis que ele “compra” com o Bolsa Família.
Com uma oposição dessas, até eu me torno quase uma unanimidade. Lula deveria amar a mídia. Quando ele a critica, está sendo muito mal-agradecido a ela e aos seus proprietários tucano-pefelês.
É claro que o percentual acima é um chute, mas estou certo de que tanto direitistas quanto esquerdistas concordam que a grande, que a esmagadora maioria dos brasileiros não está nem aí com a política e não torce para ninguém, e que está preocupada apenas com o que a classe política pode fazer por ela, por mais que, no varejo, essa maioria se engane elegendo verdadeiros meliantes. Mas, no atacado, ou seja, num cargo como o de presidente, a coisa é bem diferente.
O fenômeno Lula, o fenômeno de ele ser o presidente mais popular da história brasileira – e já dou um aviso aos direitistas: nem a mídia nem a oposição tucano-pefelista negam isso –, reside, em grande parte, na boa situação econômica do país, mas, a meu juízo, a direita e seus jornais e tevês ajudam muito o presidente por fazerem dele uma legítima vítima de mentiras e distorções dos fatos que só um cego pelo partidarismo não vê.
Para Lula, portanto, o melhor cenário possível é aquele em que ele e seu governo se tornam vítimas de preconceito e de acusações claramente infundadas, porque a quase totalidade dos brasileiros olha a cena política com olhos de ver, ou seja, sem o véu do partidarismo, até porque o brasileiro, para o bem ou para o mal, é um dos povos mais despolitizados do mundo.
Há uma constelação de ataques injustos que a grande mídia e a oposição vêm fazendo a Lula desde que ele entrou na política. No começo, esses ataques colaram. Demorou quase duas décadas para que ficasse completamente claro como a mentira e o preconceito são as principais armas que a direita usa contra o petista.
Em 1989, aquela parcela mais volúvel da opinião pública comprou os ataques que fez na tevê a ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, paga por Fernando Collor para atacar seu ex às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. E essa parcela também comprou a teoria collorido-midiática de que Lula confiscaria a poupança se fosse eleito.
Resultado: tornou-se público, depois, que Collor sustentou Miriam vivendo em um hotel por anos a fio em pagamento aos serviços prestados. E quem confiscou a poupança acabou sendo aquele que afirmou que Lula é que faria isso.
Ainda assim, a doutrinação da mídia e as mentiras de mais um adversário de Lula, FHC, aliadas ao Plano Real, derrotaram o petista em 1994 e derrotariam de novo em 1998, quando o tucano, a exemplo de Collor, vendeu à população que se Lula se elegesse ele é que desvalorizaria o real, quando o mundo inteiro sabia que a desvalorização era questão de tempo e tanto Lula quanto FHC teriam que fazê-la se ganhassem a eleição.
O país pagou um preço exorbitante por acreditar novamente na mídia e na direita. Em janeiro de 1999, semanas depois de FHC vencer a eleição presidencial dizendo que Lula desvalorizaria o real, quem o fez foi o tucano, o que pôs o país em grave recessão, gerando desemprego, concentração de renda e endividando o país em 40 bilhões de dólares. E depois ainda veio o Apagão.
Foi a gota d’água para a grande maioria. Estava claro que a mídia não queria Lula na Presidência e que se aliava sempre aos seus adversários. E que, sempre que acreditava na mídia, o brasileiro se dava mal. Foi isso que elegeu Lula em 2002.
Mas foi durante o governo Lula que seu titular se impermeabilizou contra críticas de uma forma que poderia ter feito dele um déspota se não se tratasse de um verdadeiro democrata e se o presidencialismo à brasileira não tornasse frágeis os chefes de Estado e de governo. Tudo aquilo de que acusaram o presidente e seu governo continuou não se confirmando.
Disseram que o Bolsa Família era uma ficção. Passados alguns anos, o programa deu enorme contribuição, entre outros fatores, para o Brasil deixar de ser um país de pobres para se tornar um país em que a maioria ascendeu à classe média, segundo o IBGE.
Disseram que a economia não cresceria e que empregos não seriam gerados, e, pelo menos até uns três meses atrás, o país cresceu e gerou empregos como nunca.
Inventaram epidemia de febre amarela e depois se constatou que não existia epidemia nenhuma. Inventaram que a inflação tinha voltado e ela não voltou. Inventaram escândalos como mensalão, dossiês etc, e depois nada disso se confirmou, por mais que a mídia e a oposição tentem transformar em fato o que nunca passou de teoria.
Outro fator que fortaleceu Lula: mídia, PSDB e PFL passaram a insultar a população por não lhes comprar as teorias anti-Lula. Xingaram os beneficiários do Bolsa Família de vagabundos e parasitas para baixo. Xingaram a maioria dos eleitores de Lula de estúpidos e desinformados. E por aí vai.
E as picuinhas midiático-oposicionistas arremataram o descrédito em que a direita mergulhou. As últimas foram desrespeitar a mulher de Lula nos jornais porque ela se misturou com o povo no Sambódromo carioca durante o Carnaval e inventarem que o presidente só não foi vaiado ali porque “se escondeu”, enquanto José Serra e Gilberto Kassab eram copiosamente vaiados no Sambódromo paulistano.
Agora, porém, a mídia e a oposição se enterraram de vez com essa história dos boxeadores cubanos. Divulgaram à exaustão que Lula os tinha deportado para Cuba. Deram crédito à versão deles nesse sentido. Depois, eles voltam atrás e daí a mídia não acredita. Novamente eles retomam a versão da deportação e a mídia a compra e defende. Finalmente, voltam atrás de novo e a mídia volta a não acreditar neles. E acha que ninguém nota.
Freqüentemente, a empulhação tucano-pefelê-midiática mais espantosa de todas, a versão insana de que a mídia é pró-Lula, é usada. Pois saibam que já começo a dar crédito a essa versão, mas não da forma como a direita quer. Não posso negar que quem construiu essa blindagem em torno de Lula e de seu governo, foi a mídia.
E a construção é sólida. Vejam que maluquice: todas as pesquisas de opinião mostram que Lula tem uma popularidade esmagadora em todas as classes sociais, em todos os níveis de instrução, em todas as regiões do país e em todas as faixas etárias. Com pesquisas e tudo, a mídia e a oposição continuam dizendo que só quem apóia Lula são os miseráveis que ele “compra” com o Bolsa Família.
Com uma oposição dessas, até eu me torno quase uma unanimidade. Lula deveria amar a mídia. Quando ele a critica, está sendo muito mal-agradecido a ela e aos seus proprietários tucano-pefelês.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Sindicato dos Metalúrgicos de Botucatu consegue suspender Demissões da Embraer
O presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas (SP), desembargador Luis Carlos Cândido Martins Sotero da Silva, concedeu liminar em pedido feito por entidades sindicais quinta-feira, na qual suspende até a quinta-feira da semana que vem (dia 5) as 4.270 demissões efetuadas pela Embraer, anunciadas na semana passada.
De acordo com o advogado do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), Aristeu Pinto Neto, a entidade que representa recebeu um comunicado oficial do TRT de Campinas por volta das 10 horas desta sexta-feira.
Segundo ele, a decisão veta qualquer demissão que eventualmente seja anunciada pela companhia até a próxima quinta-feira, às 9 horas, quando ocorrerá uma audiência de conciliação entre a direção da fabricante brasileira de aeronaves e os representantes dos trabalhadores da Embraer. A Embraer também foi notificada, mas a assessoria de imprensa não confirmou ainda que recebeu o texto que comunica a decisão da liminar concedida pelo desembargador Luis Carlos Candido Martins Sotero da Silva.De acordo com o coordenador geral da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), José Maria de Almeida, a liminar tem efeito imediato e suspende também futuras demissões da empresa. "Isso não termina a nossa luta. Vamos pedir para que o governo reassuma o controle acionário da empresa", diz. A ação de dissídio coletivo para suspender as demissões foi protocolada ontem por representantes da Conlutas, Força Sindical e dos sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos e Botucatu, no interior do Estado de São Paulo. Na ação, as entidades sindicais argumentam que a Embraer ignorou os sindicatos e não negociou antes de oficializar a demissão em massa.
De acordo com o advogado do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP), Aristeu Pinto Neto, a entidade que representa recebeu um comunicado oficial do TRT de Campinas por volta das 10 horas desta sexta-feira.
Segundo ele, a decisão veta qualquer demissão que eventualmente seja anunciada pela companhia até a próxima quinta-feira, às 9 horas, quando ocorrerá uma audiência de conciliação entre a direção da fabricante brasileira de aeronaves e os representantes dos trabalhadores da Embraer. A Embraer também foi notificada, mas a assessoria de imprensa não confirmou ainda que recebeu o texto que comunica a decisão da liminar concedida pelo desembargador Luis Carlos Candido Martins Sotero da Silva.De acordo com o coordenador geral da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), José Maria de Almeida, a liminar tem efeito imediato e suspende também futuras demissões da empresa. "Isso não termina a nossa luta. Vamos pedir para que o governo reassuma o controle acionário da empresa", diz. A ação de dissídio coletivo para suspender as demissões foi protocolada ontem por representantes da Conlutas, Força Sindical e dos sindicatos dos metalúrgicos de São José dos Campos e Botucatu, no interior do Estado de São Paulo. Na ação, as entidades sindicais argumentam que a Embraer ignorou os sindicatos e não negociou antes de oficializar a demissão em massa.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
PT paulista responde a acusações de Serra
"Se há alguma administração que tem como prática esconder a origem de recursos em obras públicas, é a gestão Serra/Kassab na prefeitura da cidade de São Paulo", acusa o presidente regional do PT de São Paulo, na "Nota à Imprensa" com a qual rebate as acusações feitas publicamente pelo governador e presidenciável tucano José Serra, de que prefeitos do nosso partido "pirateiam" obras e não informam nas placas e na propaganda que elas tem participação também do governo do Estado.Conheça, abaixo, a íntegra da "Nota à Imprensa" da direção estadual do PT paulista:"O governador José Serra, em ato oficial do governo, desferiu de maneira gratuita ataques aos prefeitos petistas de nosso Estado, acusando-os de não dar a devida publicidade aos convênios com o governo paulista na realização de ações em seus municípios.Diferentemente do que afirma o governador, os prefeitos do Partido dos Trabalhadores tem posição republicana com relação aos convênios mantidos com outras esferas de governo. Se há descumprimento de acordos, o governo do Estado tem mecanismos legais para apurá-los e tomar as medidas cabíveis a cada caso, devendo deixar de lado a postura partidária.O governador Serra age de forma ofensiva, abrindo caminho para descriminar as administrações petistas – a exemplo do que já ocorreu durante o governo de Geraldo Alckimin.Finalmente, se há alguma administração que tem como prática esconder a origem de recursos em obras públicas, é a gestão Serra/Kassab na prefeitura da cidade de São Paulo, que não cita as verbas federais em intervenções como o Programa de Mananciais, Expresso Tiradentes e os programas de urbanização de favelas, como a Paraisópolis, como ocorreu, inclusive, durante a campanha eleitoral de 2008.Esperamos que a antecipação da agenda eleitoral – tão afeita ao pré-candidato do PSDB à presidência da República, não contamine a gestão do Estado no melhor interesse público, de forma imparcial e impessoal.
Comissão Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores"
Comissão Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores"
Embraer diz não ter como evitar demissões e só volta a contratar em três anos
O presidente da Embraer, Frederico Curado, disse hoje (25) ao presidente Lula que não tem como recontratar os 4,2 mil funcionários demitidos na semana passada, a curto prazo.Questionado pelo presidente Lula, Curado disse:"Só poderíamos voltar atrás [nas demissões] se houvesse uma retomada das encomendas, o que não está previsto em curto prazo"."As encomendas e o nível de produção, queda de 30%, vão demorar dois, três anos para serem recuperados""O problema não está na empresa e não está no Brasil. Está fora do Brasil, de onde nós temos mais de 90 por cento da nossa receita"Os problemas da empresa são:- queda de 30% na produção por causa da crise financeira mundial;- 90% dos aviões da empresa vão para os países desenvolvidos, mais atingidos pela atual crise.- cancelamentos de encomendas e adiamento de entregas previstas para 2011 e 2012;- a empresa vem enfrentando dificuldades desde julho do ano passado;Questionado porque a empresa não optou por férias coletivas, Curado respondeu que esse tipo de dispensa temporária só é válida quando há previsão de melhora em curto prazo o que, segundo ele, não é o cenário que a Embraer vislumbra. "A empresa não foi intempestiva, inconseqüente, irresponsável. Está há meses tentando se sustentar", afirmou.O presidente da Embraer disse que, em 2001, a produção caiu devido aos ataques terroristas nos Estados Unidos, obrigando a dispensa de 15% do pessoal [agora são 20%]. Mas garantiu que "tão logo as encomendas voltem a se confirmar, temos interesse em contratar as pessoas", disse.Também disse que estudará o apelo do presidente Lula para que a empresa aumente o auxílio oferecido aos demitidos. Frederico Curado já se comprometeu a manter benefícios como o seguro médico dos demitidos e de suas famílias por um ano.Também disse que não pretende despedir mais funcionários.O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, explicou que os empréstimos do BNDES que beneficiam a Embraer são feitos diretamente às empresas que compram os aviões da Embraer.Logo, se a Embraer não vende, não é beneficiada com novos empréstimos do BNDES.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Dez conselhos para os militantes de esquerda
1. Mantenha viva a indignação.
Verifique periodicamente se você é mesmo de esquerda. Adote o critério de Norberto Bobbio: a direita considera a desigualdade social tão natural quanto a diferença entre o dia e a noite. A esquerda a encara como uma aberração a ser erradicada.
Cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus social-democrata, cujos principais sintomas são usar métodos de direita para obter conquistas de esquerda e, em caso de conflito, desagradar aos pequenos para não ficar mal com os grandes.
2. A cabeça pensa onde os pés pisam.
Não dá para ser de esquerda sem "sujar" os sapatos lá onde o povo vive, luta, sofre, alegra-se e celebra suas crenças e vitórias. Teoria sem prática é fazer o jogo da direita.
3. Não se envergonhe de acreditar no socialismo.
O escândalo da Inquisição não faz os cristãos abandonarem os valores e as propostas do Evangelho. Do mesmo modo, o fracasso do socialismo no Leste europeu não deve induzi-lo a descartar o socialismo do horizonte da história humana.
O capitalismo, vigente há 200 anos, fracassou para a maioria da população mundial. Hoje, somos 6 bilhões de habitantes. Segundo o Banco Mundial, 2,8 bilhões sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. E 1,2 bilhão, com menos de US$ 1 por dia. A globalização da miséria só não é maior graças ao socialismo chinês que, malgrado seus erros, assegura alimentação, saúde e educação a 1,2 bilhão de pessoas.
4. Seja crítico sem perder a autocrítica.
Muitos militantes de esquerda mudam de lado quando começam a catar piolho em cabeça de alfinete. Preteridos do poder, tornam-se amargos e acusam os seus companheiros (as) de erros e vacilações. Como diz Jesus, vêem o cisco no olho do outro, mas não a trave no próprio olho. Nem se engajam para melhorar as coisas. Ficam como meros espectadores e juízes e, aos poucos, são cooptados pelo sistema.
Autocrítica não é só admitir os próprios erros. É admitir ser criticado pelos (as) companheiros (as).
5. Saiba a diferença entre militante e "militonto".
"Militonto" é aquele que se gaba de estar em tudo, participar de todos os eventos e movimentos, atuar em todas as frentes. Sua linguagem é repleta de chavões e os efeitos de sua ação são superficiais.
O militante aprofunda seus vínculos com o povo, estuda, reflete, medita; qualifica-se numa determinada forma e área de atuação ou atividade, valoriza os vínculos orgânicos e os projetos comunitários.
6. Seja rigoroso na ética da militância.
A esquerda age por princípios. A direita, por interesses. Um militante de esquerda pode perder tudo: a liberdade, o emprego, a vida. Menos a moral. Ao desmoralizar-se, desmoraliza a causa que defende e encarna. Presta um inestimável serviço à direita.
Há pelegos disfarçados de militante de esquerda. É o sujeito que se engaja visando, em primeiro lugar, sua ascensão ao poder. Em nome de uma causa coletiva, busca primeiro seu interesse pessoal.
O verdadeiro militante, como Jesus, Gandhi, Che Guevara, é um servidor, disposto a dar a própria vida para que outros tenham vida. Não se sente humilhado por não estar no poder, ou orgulhoso ao estar. Ele não se confunde com a função que ocupa.
7. Alimente-se na tradição da esquerda.
É preciso oração para cultivar a fé, carinho para nutrir o amor do casal, “voltar às fontes" para manter acesa a mística da militância. Conheça a história da esquerda, leia (auto)biografias, como o "Diário do Che na Bolívia", e romances como "A Mãe", de Gorki, ou "As Vinhas de Ira", de Steinbeck.
8. Prefira o risco de errar com os pobres a ter a pretensão de acertar sem eles.
Conviver com os pobres não é fácil. Primeiro, há a tendência de idealizá-los. Depois, descobre-se que entre eles há os mesmos vícios encontrados nas demais classes sociais. Eles não são melhores nem piores que os demais seres humanos. A diferença é que são pobres, ou seja, pessoas privadas injusta e involuntariamente dos bens essenciais à vida digna. Por isso, estamos ao lado deles. Por uma questão de justiça.
Um militante de esquerda jamais negocia os direitos dos pobres e sabe aprender com eles.
9. Defenda sempre o oprimido, ainda que, aparentemente, ele não tenha razão.
São tantos os sofrimentos dos pobres do mundo que não se pode esperar deles atitudes que nem sempre aparecem na vida daqueles que tiveram uma educação refinada.
Em todos os setores da sociedade há corruptos e bandidos. A diferença é que, na elite, a corrupção se faz com a proteção da lei e os bandidos são defendidos por mecanismos econômicos sofisticados, que permitem que um especulador leve uma nação inteira à penúria.
A vida é o dom maior de Deus. A existência da pobreza clama aos céus. Não espere jamais ser compreendido por quem favorece a opressão dos pobres.
10. Faça da oração um antídoto contra a alienação.
Orar é deixar-se questionar pelo Espírito de Deus. Muitas vezes, deixamos de rezar para não ouvir o apelo divino que exige a nossa conversão, isto é, a mudança de rumo na vida. Falamos como militantes e vivemos como burgueses, acomodados ou na cômoda posição de juízes de quem luta.
Orar é permitir que Deus subverta a nossa existência, ensinando-nos a amar, assim como Jesus amava, libertadoramente.
Verifique periodicamente se você é mesmo de esquerda. Adote o critério de Norberto Bobbio: a direita considera a desigualdade social tão natural quanto a diferença entre o dia e a noite. A esquerda a encara como uma aberração a ser erradicada.
Cuidado: você pode estar contaminado pelo vírus social-democrata, cujos principais sintomas são usar métodos de direita para obter conquistas de esquerda e, em caso de conflito, desagradar aos pequenos para não ficar mal com os grandes.
2. A cabeça pensa onde os pés pisam.
Não dá para ser de esquerda sem "sujar" os sapatos lá onde o povo vive, luta, sofre, alegra-se e celebra suas crenças e vitórias. Teoria sem prática é fazer o jogo da direita.
3. Não se envergonhe de acreditar no socialismo.
O escândalo da Inquisição não faz os cristãos abandonarem os valores e as propostas do Evangelho. Do mesmo modo, o fracasso do socialismo no Leste europeu não deve induzi-lo a descartar o socialismo do horizonte da história humana.
O capitalismo, vigente há 200 anos, fracassou para a maioria da população mundial. Hoje, somos 6 bilhões de habitantes. Segundo o Banco Mundial, 2,8 bilhões sobrevivem com menos de US$ 2 por dia. E 1,2 bilhão, com menos de US$ 1 por dia. A globalização da miséria só não é maior graças ao socialismo chinês que, malgrado seus erros, assegura alimentação, saúde e educação a 1,2 bilhão de pessoas.
4. Seja crítico sem perder a autocrítica.
Muitos militantes de esquerda mudam de lado quando começam a catar piolho em cabeça de alfinete. Preteridos do poder, tornam-se amargos e acusam os seus companheiros (as) de erros e vacilações. Como diz Jesus, vêem o cisco no olho do outro, mas não a trave no próprio olho. Nem se engajam para melhorar as coisas. Ficam como meros espectadores e juízes e, aos poucos, são cooptados pelo sistema.
Autocrítica não é só admitir os próprios erros. É admitir ser criticado pelos (as) companheiros (as).
5. Saiba a diferença entre militante e "militonto".
"Militonto" é aquele que se gaba de estar em tudo, participar de todos os eventos e movimentos, atuar em todas as frentes. Sua linguagem é repleta de chavões e os efeitos de sua ação são superficiais.
O militante aprofunda seus vínculos com o povo, estuda, reflete, medita; qualifica-se numa determinada forma e área de atuação ou atividade, valoriza os vínculos orgânicos e os projetos comunitários.
6. Seja rigoroso na ética da militância.
A esquerda age por princípios. A direita, por interesses. Um militante de esquerda pode perder tudo: a liberdade, o emprego, a vida. Menos a moral. Ao desmoralizar-se, desmoraliza a causa que defende e encarna. Presta um inestimável serviço à direita.
Há pelegos disfarçados de militante de esquerda. É o sujeito que se engaja visando, em primeiro lugar, sua ascensão ao poder. Em nome de uma causa coletiva, busca primeiro seu interesse pessoal.
O verdadeiro militante, como Jesus, Gandhi, Che Guevara, é um servidor, disposto a dar a própria vida para que outros tenham vida. Não se sente humilhado por não estar no poder, ou orgulhoso ao estar. Ele não se confunde com a função que ocupa.
7. Alimente-se na tradição da esquerda.
É preciso oração para cultivar a fé, carinho para nutrir o amor do casal, “voltar às fontes" para manter acesa a mística da militância. Conheça a história da esquerda, leia (auto)biografias, como o "Diário do Che na Bolívia", e romances como "A Mãe", de Gorki, ou "As Vinhas de Ira", de Steinbeck.
8. Prefira o risco de errar com os pobres a ter a pretensão de acertar sem eles.
Conviver com os pobres não é fácil. Primeiro, há a tendência de idealizá-los. Depois, descobre-se que entre eles há os mesmos vícios encontrados nas demais classes sociais. Eles não são melhores nem piores que os demais seres humanos. A diferença é que são pobres, ou seja, pessoas privadas injusta e involuntariamente dos bens essenciais à vida digna. Por isso, estamos ao lado deles. Por uma questão de justiça.
Um militante de esquerda jamais negocia os direitos dos pobres e sabe aprender com eles.
9. Defenda sempre o oprimido, ainda que, aparentemente, ele não tenha razão.
São tantos os sofrimentos dos pobres do mundo que não se pode esperar deles atitudes que nem sempre aparecem na vida daqueles que tiveram uma educação refinada.
Em todos os setores da sociedade há corruptos e bandidos. A diferença é que, na elite, a corrupção se faz com a proteção da lei e os bandidos são defendidos por mecanismos econômicos sofisticados, que permitem que um especulador leve uma nação inteira à penúria.
A vida é o dom maior de Deus. A existência da pobreza clama aos céus. Não espere jamais ser compreendido por quem favorece a opressão dos pobres.
10. Faça da oração um antídoto contra a alienação.
Orar é deixar-se questionar pelo Espírito de Deus. Muitas vezes, deixamos de rezar para não ouvir o apelo divino que exige a nossa conversão, isto é, a mudança de rumo na vida. Falamos como militantes e vivemos como burgueses, acomodados ou na cômoda posição de juízes de quem luta.
Orar é permitir que Deus subverta a nossa existência, ensinando-nos a amar, assim como Jesus amava, libertadoramente.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Comunicado
Companheiros!
Estarei voltando com novas notícias, na Quarta-Feira de Cinzas.
Bom Carnaval à todos!
Estarei voltando com novas notícias, na Quarta-Feira de Cinzas.
Bom Carnaval à todos!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
CANSEI... o retorno - estrelando: Jarbas Vasconcelos e Orestes Quércia

Lembram-se do movimento CANSEI? A mesma "indignação"... O mesmo discurso ... a mesma hipocrisia ... do Jarbas Vasconcelos ... na mesma revista Veja.
Quércia telefonou cumprimentando Jarbas pela entrevista.
Será que agora o CANSEI decola ?
Com o PMDB serrista de Jarbas e Quércia unidos para acabar com a corrupção elegendo o José Serra, da Alstom e da SABESP?
Y Lula se ‘comió′ a la oposición
JUAN ARIAS 16/02/2009
En la política brasileña se ha producido un fenómeno único en América Latina y quizás en el mundo: el carismático presidente de la República, Luiz Inácio Lula da Silva, y su Ejecutivo, que gozan de un 84% de popularidad tras seis años de Gobierno, se han comido a la oposición. Y no lo han hecho con métodos antidemocráticos, sino apropiándose de sus banderas.Ya se sabía que Lula es un genio político, que ha sabido vencer las reticencias en el seno de su propio partido, el Partido de los Trabajadores (PT); de hecho, se dispone a elegir a una mujer, la ministra Dilma Rousseff, como su sucesora en la candidatura a la presidencia en 2010, a pesar de que nunca ha disputado unas elecciones y no es un personaje excesivamente grato para el PT. Pero lo que nadie imaginó jamás es que sería capaz de eliminar democráticamente a la oposición. Tanto a la de derechas como a la de izquierdas.¿Cómo lo ha conseguido? Con una política que, poco a poco, ha ido segando la hierba bajo los pies de sus opositores. A la derecha le ha cortado las alas mediante una política macroeconómica neoliberal que le está proporcionando buenos resultados en estos momentos de crisis financiera mundial gracias a las reservas acumuladas.Al mismo tiempo, ha puesto coto a las ínfulas de algunos de los movimientos sociales más radicales, como el de los Sin Tierra (MST), cuyas acciones ha criticado tachándolas de ilegales y a quienes ha conminado a respetar la ley vigente. Y también ha mantenido una política medioambiental más bien conservadora, algo que agrada a los terratenientes y grandes exportadores, que forman el núcleo más derechista del Parlamento.También ha frenado a las izquierdas. Ha conseguido acallar a la izquierda minoritaria con una política volcada en las capas más pobres del país, que ha hecho que seis millones de familias hayan pasado a las filas de la clase media baja y abandonado su estado de miseria atávica. Ha abierto el crédito a los pobres, que ahora, con sólo cuatro euros, pueden abrir una cuenta en el banco y tener una tarjeta de crédito, lo que les convierte en partícipes de la rueda de la economía nacional.A la otra izquierda, la moderada, también le ha puesto difíciles las cosas. Hoy en día, al Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), la formación opositora con mayores posibilidades de ganar las próximas elecciones porque cuenta con dos grandes candidatos -los gobernadores de São Paulo, José Serra, y Minas Gerais, Aecio Neves-, le resulta más difícil que antes hacer oposición. Los dos aspirantes del PSDB saben que no podrán ser elegidos contra Lula. Por ello, sólo hablan, como acaba de hacerlo Neves, de una era “pos Lula”, con un proyecto de nación que aporte algo nuevo al proyecto del presidente, que ya goza del consenso de la gran mayoría del país. Desde el primer día de su ascenso al poder, Lula ha mantenido a Henrique Meirelles, del PSDB, como presidente del Banco Central. Y ha conservado y ampliado el proyecto social Bolsa Escuela, creado por el PSDB, bautizándolo como Bolsa Familia. Este plan ayuda hoy a 12 millones de familias y ningún partido de la oposición se atrevería a criticarlo.Desde su primer mandato, Lula no sólo ha sabido concitar las aportaciones de 12 partidos a su Gobierno, sino que hasta el momento ha logrado mantener una amistad personal con los candidatos opositores Serra y Neves; ambos, además, disfrutan de buenas relaciones con el PT, e incluso no descartan gobernar junto al partido de Lula si llegan al poder.¿Pero de verdad no hay espacio para la oposición en Brasil? Porque, si así fuera, hay quien lo considera un grave obstáculo para una auténtica democracia. Podría haberlo, según varios analistas políticos, como Merval Pereira, pero el problema radica en que la oposición se ha asustado con la popularidad de Lula. Incluso hay políticos opositores, sobre todo de los Gobiernos locales, que buscan una foto junto a Lula para ganar puntos ante su electorado.Si la oposición quisiera, dicen los especialistas, podría exigir a Lula que llevara a cabo las grandes reformas que este país aún necesita para despegar a nivel mundial, como la reforma política (¿se puede gobernar con 30 partidos en el Parlamento?), la fiscal (Brasil es uno de los países del mundo con mayor carga tributaria: roza el 40%), la de la Seguridad Social (Lula sólo la ha logrado en parte y, a pesar de un escándalo de sobornos a diputados para que votaran a favor, se quedó pequeña), la agraria (no ha salido del papel), la de la educación (en Brasil aún no es obligatoria la enseñanza secundaria y la calidad de ésta es de las peor valoradas en el mundo) y, por último, la penitenciaria (los suicidios de los presos aumentaron el año pasado en un 40%).Pero todo ello choca con el muro de la dialéctica política de Lula: su carisma acaba neutralizando incluso a quienes antaño fueron sus mayores antagonistas.
En la política brasileña se ha producido un fenómeno único en América Latina y quizás en el mundo: el carismático presidente de la República, Luiz Inácio Lula da Silva, y su Ejecutivo, que gozan de un 84% de popularidad tras seis años de Gobierno, se han comido a la oposición. Y no lo han hecho con métodos antidemocráticos, sino apropiándose de sus banderas.Ya se sabía que Lula es un genio político, que ha sabido vencer las reticencias en el seno de su propio partido, el Partido de los Trabajadores (PT); de hecho, se dispone a elegir a una mujer, la ministra Dilma Rousseff, como su sucesora en la candidatura a la presidencia en 2010, a pesar de que nunca ha disputado unas elecciones y no es un personaje excesivamente grato para el PT. Pero lo que nadie imaginó jamás es que sería capaz de eliminar democráticamente a la oposición. Tanto a la de derechas como a la de izquierdas.¿Cómo lo ha conseguido? Con una política que, poco a poco, ha ido segando la hierba bajo los pies de sus opositores. A la derecha le ha cortado las alas mediante una política macroeconómica neoliberal que le está proporcionando buenos resultados en estos momentos de crisis financiera mundial gracias a las reservas acumuladas.Al mismo tiempo, ha puesto coto a las ínfulas de algunos de los movimientos sociales más radicales, como el de los Sin Tierra (MST), cuyas acciones ha criticado tachándolas de ilegales y a quienes ha conminado a respetar la ley vigente. Y también ha mantenido una política medioambiental más bien conservadora, algo que agrada a los terratenientes y grandes exportadores, que forman el núcleo más derechista del Parlamento.También ha frenado a las izquierdas. Ha conseguido acallar a la izquierda minoritaria con una política volcada en las capas más pobres del país, que ha hecho que seis millones de familias hayan pasado a las filas de la clase media baja y abandonado su estado de miseria atávica. Ha abierto el crédito a los pobres, que ahora, con sólo cuatro euros, pueden abrir una cuenta en el banco y tener una tarjeta de crédito, lo que les convierte en partícipes de la rueda de la economía nacional.A la otra izquierda, la moderada, también le ha puesto difíciles las cosas. Hoy en día, al Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB), la formación opositora con mayores posibilidades de ganar las próximas elecciones porque cuenta con dos grandes candidatos -los gobernadores de São Paulo, José Serra, y Minas Gerais, Aecio Neves-, le resulta más difícil que antes hacer oposición. Los dos aspirantes del PSDB saben que no podrán ser elegidos contra Lula. Por ello, sólo hablan, como acaba de hacerlo Neves, de una era “pos Lula”, con un proyecto de nación que aporte algo nuevo al proyecto del presidente, que ya goza del consenso de la gran mayoría del país. Desde el primer día de su ascenso al poder, Lula ha mantenido a Henrique Meirelles, del PSDB, como presidente del Banco Central. Y ha conservado y ampliado el proyecto social Bolsa Escuela, creado por el PSDB, bautizándolo como Bolsa Familia. Este plan ayuda hoy a 12 millones de familias y ningún partido de la oposición se atrevería a criticarlo.Desde su primer mandato, Lula no sólo ha sabido concitar las aportaciones de 12 partidos a su Gobierno, sino que hasta el momento ha logrado mantener una amistad personal con los candidatos opositores Serra y Neves; ambos, además, disfrutan de buenas relaciones con el PT, e incluso no descartan gobernar junto al partido de Lula si llegan al poder.¿Pero de verdad no hay espacio para la oposición en Brasil? Porque, si así fuera, hay quien lo considera un grave obstáculo para una auténtica democracia. Podría haberlo, según varios analistas políticos, como Merval Pereira, pero el problema radica en que la oposición se ha asustado con la popularidad de Lula. Incluso hay políticos opositores, sobre todo de los Gobiernos locales, que buscan una foto junto a Lula para ganar puntos ante su electorado.Si la oposición quisiera, dicen los especialistas, podría exigir a Lula que llevara a cabo las grandes reformas que este país aún necesita para despegar a nivel mundial, como la reforma política (¿se puede gobernar con 30 partidos en el Parlamento?), la fiscal (Brasil es uno de los países del mundo con mayor carga tributaria: roza el 40%), la de la Seguridad Social (Lula sólo la ha logrado en parte y, a pesar de un escándalo de sobornos a diputados para que votaran a favor, se quedó pequeña), la agraria (no ha salido del papel), la de la educación (en Brasil aún no es obligatoria la enseñanza secundaria y la calidad de ésta es de las peor valoradas en el mundo) y, por último, la penitenciaria (los suicidios de los presos aumentaron el año pasado en un 40%).Pero todo ello choca con el muro de la dialéctica política de Lula: su carisma acaba neutralizando incluso a quienes antaño fueron sus mayores antagonistas.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
29 anos de luta e história
No último dia 10 de fevereiro, o Partido dos Trabalhadores completou 29 anos de luta e história.
Aqui em Botucatu, pela primeira vez (contrariando o PIG de B) o PT celebrou esta data com uma grande comemoração.
Cerca de 90 pessoas estiveram presentes, onde sob o comando do Presidente Carlão, foi visto um filme sobre os 29 anos. Em seguida, houve vários depoimentos dos presentes, sobre a bela trajetória do Partido.
Após, foi partir para a comemoração dos 29 anos, com muita música ao vivo, salgados, refrigerantes e cerveja.
Entre os presentes, vale destacar as presenças dos companheiros Ielo, Pinho, o Vereador Carlos Trigo, o ex-vereador Claudião. Os vereadores Lelo Pagani e Prof. Gamito, justificaram a ausência por compromissos particulares.
Entre os depoimentos, o que chamou mais atenção foi o do companheiro Ielo, onde disse que saiu do Governo mais Socialista do que quando entrou. E que nós temos o dever de lutar contra o Neoliberalismo que está aí.
Ficou claro com esta Festa que o PT está mais unido do que nunca e não temos que reconstruir nada, porque nada foi destruído!
Aqui em Botucatu, pela primeira vez (contrariando o PIG de B) o PT celebrou esta data com uma grande comemoração.
Cerca de 90 pessoas estiveram presentes, onde sob o comando do Presidente Carlão, foi visto um filme sobre os 29 anos. Em seguida, houve vários depoimentos dos presentes, sobre a bela trajetória do Partido.
Após, foi partir para a comemoração dos 29 anos, com muita música ao vivo, salgados, refrigerantes e cerveja.
Entre os presentes, vale destacar as presenças dos companheiros Ielo, Pinho, o Vereador Carlos Trigo, o ex-vereador Claudião. Os vereadores Lelo Pagani e Prof. Gamito, justificaram a ausência por compromissos particulares.
Entre os depoimentos, o que chamou mais atenção foi o do companheiro Ielo, onde disse que saiu do Governo mais Socialista do que quando entrou. E que nós temos o dever de lutar contra o Neoliberalismo que está aí.
Ficou claro com esta Festa que o PT está mais unido do que nunca e não temos que reconstruir nada, porque nada foi destruído!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
A Crise e a Mídia
Numa época de crise internacional, desenvolve-se hoje, claramente, no Brasil uma campanha de extinção da confiança e de destruição da economia nacional. Por motivos políticos, as grandes empresas jornalísticas utilizam a desinformação, a fragmentação, a descontextualização e a amplificação imprópria para semear a desconfiança e pulverizar a confiança do brasileiro. Um terrorista que carrega no cinto uma fieira de bombas pode matar 20, 30, quem sabe 200 pessoas. O terrorista munido de letras infectadas, entretanto, maquiavelicamente destrói milhares de negócios e empreendimentos. Ele leva à falência seu principal fornecedor, afugenta seu parceiro estratégico e, principalmente, espanta seu cliente. Por trás dos grandes jornais e revistas, instala-se hoje o pior e mais covarde terrorista. Ele instaura o medo, e assim paralisa máquinas, interrompe projetos e baixa as portas do comércio. Ele deturpa, recorta, oculta, edita e espetaculariza a crise internacional. Sua guerra é "biológica". Ele tenta contaminar a tudo e a todos com a desconfiança. Este é o pior terrorista, o que joga contra você e contra o seu negócio. O dicionário Aurélio define terrorismo com absoluta clareza: Modo de coagir, ameaçar ou influenciar outras pessoas, ou de impor-lhes a vontade pelo uso sistemático do terror. Esta tem sido justamente a prática de profissionais lotados nas redações das principais empresas jornalísticas do Rio de Janeiro e de São Paulo, distribuidores de "notícias" para o resto da mídia nacional. Bombardeio diário Os sites desses veículos de comunicação têm realizado um bombardeio diário de informações negativas, destinadas a disseminar e ampliar o pessimismo entre os brasileiros. Perceba: cada número é minuciosamente estudado para que a manchete promova receio e apreensão. Mesmo que determinado setor tenha experimentado crescimento no ano, logo se encontra uma maneira de sensacionalizar algum arrefecimento nos negócios. Escreve lá o dedicado redator: "esta é a pior taxa de aceleração numa primeira semana de dezembro dos últimos 10 anos no Oeste de Santa Catarina". Ou seja, seleciona-se apenas o que assusta, o que amarra, o que bloqueia. Este, meu amigo e minha amiga, é o pior terrorista. Ele assassina a Matemática. Ele confunde propositalmente diminuição no ritmo de aceleração com retração. Até setores que crescem passam a figurar na página de más notícias. A companhia X vendia 300 mil unidades de brinquedos por mês em Agosto. Passou a 315 mil em Setembro. Em Outubro, colocou no mercado 340 mil; em Novembro, 318. E fechou Dezembro com 390 mil. Esses resultados não são efetivamente desanimadores. Nesses casos, a imprensa terrorista diariamente pinça o que há de pior. Noticiará ruidosamente a queda nas vendas entre Outubro e Novembro. Ignorará levianamente o pico de demanda no 12 de Outubro, Dia das Crianças. Por último, tentará comparar os números de Dezembro de 2.008 com outros Dezembros, procurando mostrar que o crescimento foi menor do que o esperado. Detalhe: se a comparação entre os Dezembros mostrar incremento substancial nas vendas, a ordem de vários chefes de redação será suprimir a informação. Em alguns casos, o fato é apresentando de maneira confusa ao pé da matéria. Essa campanha diária tem objetivos obscuros. Os terroristas midiáticos tentam parar o Brasil para construir um argumento de contestação política. Ainda que nosso país tenha se mostrado capaz de enfrentar os efeitos da crise internacional, a imprensa brasileira abusa da auxese. Faz com que o cenário pareça muito pior aqui do que lá fora. A comparação entre sites jornalísticos brasileiros, norte-americanos e europeus é estupefaciente. Faz parecer que a crise é mais destrutiva aqui do que lá. Ameaça e antídoto A mídia terrorista tem atingido parcialmente seu intento. Tem imobilizado empreendedores, motivado demissões preventivas, interrompido projetos e assustado o consumidor. O terrorista midiático cria, portanto, um processo de paranóia coletiva, que pouco a pouco, em efeito dominó, derruba o complexo sistema de trocas econômicas. Em nome de objetivos egoístas e mesquinhos, politicamente particulares, a mídia terrorista está sufocando seu mercado, destruindo seu negócio e assassinando o seu sonho. O terrorista midiático nunca tem nada a perder. Mercenário de carteira assinada ou free-lancer, ele está sempre seguro. E frequentemente seus atos de sabotagem lhe rendem generosíssimas gratificações. Em suas linhas de retaguarda, alinham-se os cavaleiros do apocalipse, como os publicitários nizânicos e certa malta de economistas uspeanos. Estes últimos, em suas pavoneações de rádio, atemorizam sistematicamente o cidadão. -- Não comprem. Não comprem. Não gastem dinheiro algum – ordenam, do alto da cátedra. Essa, pois, é a receita para que o próprio cidadão, mais à frente, perca o emprego. Um hipotético trabalhador da indústria da informática foge da sorveteria que tanto aprecia. Com a queda na demanda, a dona da sorveteria deixa de ir à cabeleireira, a cabeleireira desiste de adquirir cosméticos, a fábrica de cosméticos demite 20% de sua mão-de-obra, as demitidas adiam o projeto de comprar um computador. E, pronto, o previdente ouvinte de rádio, trabalhador da indústria da informática, está na rua. Sem invencionices, essa é a dinâmica das relações econômicas na sociedade. E é nessa perversa reação em cadeia que o terrorista midiático aposta todos os dias. Ele conspira para destruir seu negócio, para roubar o emprego de seus clientes e consumidores. Enfim, ele pretende criar dificuldades para você e para sua família. Em épocas de crise, os ousados e confiantes prosperam. Quando a fumaça se dissipa, estão fortalecidos, à frente na disputa concorrencial. Aproveite a oportunidade. Valorize e recicle sua equipe. Descubra novos nichos de mercado. Qualifique seus produtos e serviços. Quanto aos terroristas, tome uma atitude. Interrompa imediatamente a publicação de anúncios nas redes da mídia terrorista. Suspenda já a assinatura dos veículos de comunicação dedicados a destruir seu negócio. Xô, terrorismo! Não deixe a crise entrar na sua empresa nem na sua casa.
Mauro Carrara é jornalista e consultor internacional em assuntos de cooperação econômica estratégica.
Mauro Carrara é jornalista e consultor internacional em assuntos de cooperação econômica estratégica.
Assinar:
Comentários (Atom)

